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Os atuais níveis de volatilidade deverão continuar ou até acentuar-se no segundo semestre de 2018


Os fundamentais macroeconómicos e empresarias continuam a confirmar a robustez da economia global, refletidos pelo crescimento do PIB, dados do emprego e pelos excelentes resultados empresariais a ultrapassarem as já elevadas expetativas. Apesar da pacificação das relações entre a administração americana e norte-coreana, entraram novos focos de tensão geopolítica entre os EUA e os seus principais parceiros comerciais, nomeadamente México, Canadá, China e União Europeia com a imposição de tarifas alfandegárias e sucessivas respostas de retaliação.

No segundo semestre, os atuais níveis de volatilidade deverão continuar ou até acentuar-se, ao ritmo dos avanços e recuos do líder norte-americano, especificamente sobre as tarifas aduaneiras às exportações provenientes dos seus principais parceiros comerciais.

Nos EUA, a FED deverá proceder a mais duas subidas da taxa de juro diretora, após as duas subidas verificadas no primeiro semestre do ano, onde o mercado laboral patenteia números de pleno emprego e com a taxa de inflação a atingir os patamares pretendidos.

Na Europa, a reversão das políticas acomodatícias está mais atrasada. O quantitative easing deverá terminar apenas em dezembro de 2018 e o início das subidas da taxa de juro diretora deverá iniciar em meados de 2019. Em Itália, gerou-se um novo foco de preocupação com a nomeação de membros eurocéticos à liderança do governo italiano, no entanto, o cenário mais extremista não está em cima da mesa ao defenderem a sua permanência na moeda única.

Ainda num processo mais lento de reversão das políticas expansionistas encontra-se o Japão, onde a sua autoridade monetária mantém as medidas acomodatícias à sua política monetária, uma vez que a inflação continua bastante afastada dos níveis pretendidos.

Os mercados emergentes corrigiram parte dos bons desempenhos do ano passado pressionados pela forte apreciação do dólar face às suas moedas, no entanto, principalmente na Asia, apresentam-se com excelentes dados fundamentais, nomeadamente relacionados com o crescimento económico e demográficos. Adicionalmente, o seu posicionamento na revolução tecnológica tem vindo aproximar-se dos países desenvolvidos permitindo alavancar o potencial de crescimento dos países emergentes.

Nesta conjuntura, nas ações encontramos algumas oportunidades, particularmente nos bancos europeus devido à sua resiliência comprovada, valorizações mínimas e pelo cenário de subida de taxas de juro. As empresas com ideias e processos disruptivos têm exibido um comportamento interessante, ainda assim, estamos convictos que o potencial elevado está longe de estar esgotado. A indústria automóvel europeia foi um dos alvos das políticas protecionistas americanas, no entanto, acreditamos no enorme potencial deste setor em responder aos desafios da transformação elétrica e automação.

O mercado obrigacionista evidencia-se mais condicionado perante a reversão das políticas expansionistas por parte dos principais bancos centrais. Na Europa, a exposição a obrigações italianas num cenário político tão incerto e imprevisível é tida como um fator de risco com elevada relevância.

Nesta classe de ativos, recomendamos exposição a obrigações empresariais americanas de médio prazo com elevada qualidade creditícia por aliarem a segurança a um rendimento mais próximo dos níveis de crescimento. O mercado de obrigações emergentes, começa a oferecer boas oportunidades de entrada após a correção verificada ao longo do 1º semestre.

Posto isto, temos preferência por obrigações corporate americanas de médio prazo e obrigações emergentes. Numa primeira fase emitidas em USD e, mediante a evolução da conjuntura, numa 2ª fase em moeda local.

O Optimize Investimento Activo, pela flexibilidade na resposta aos desafios e oportunidades impostas pelo mercado, pela diversificação na seleção de ativos que compõe a sua carteira e pela gestão disciplinada tem permitido e promete continuar a responder aos desafios que se apresentam ao longo dos próximo semestre.

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