Oportunidades nas Covered Bonds europeias


(TRIBUNA de Laura Donzella, responsável de distribuição institucional e de retalho na Península Ibérica , América Latina e Ásia, da Nordea AM. Comentário patrocinado pela Nordea AM.)

Os efeitos do Coronavírus impactaram fortemente os mercados financeiros. O isolamento social e a consequente paragem da atividade económica numa grande parcela do mundo, deixaram os economistas e académicos em territórios desconhecidos ao tentarem calcular o impacto resultante desta situação, o que representa todo um desafio para os investidores que procuram rentabilidades seguras.

Os investimentos com um perfil de risco reduzido continuam a ser objeto de procura e representam um componente de destaque, com elevado valor em várias ocasiões, sobretudo quando os mercados atravessam episódios de turbulências como o atual. Entre estes, as Covered Bonds foram uma das classes de ativos que demonstraram maior força, e que podem muito bem ser uma das alocações mais seguras no universo de investimentos, já que não tiveram um único incumprimento nos seus 200 anos de história. Nenhuma outra classe de ativos demonstrou um histórico de segurança deste calibre. O anterior pode ser visto na sua reduzida volatilidade, e os seus spreads refletiram uma resistência ainda maior do que a dos seus títulos homólogos de dívida pública. Além disso, se a isto somarmos o seu perfil de elevada liquidez, as Covered Bonds demonstram ser uma alocação defensiva de elevada qualidade.

Um fator-chave que devemos ter em conta é o lançamento do programa de compra de emergência pandémica (PEPP, sigla em inglês) e o relançamento do programa de compra de ativos (APP, sigla em inglês) por parte do Banco Central Europeu (BCE), que implicam um valor de 4.500 milhões de euros em compras mensais adicionais de Covered Bonds. Um grande comprador que não é sensível aos preços representa um elemento muito favorável para esta classe de ativos, já que eleva o nível da procura e isso pode ser benéfico para as valuations. Além disso, é possível que os investidores privados continuem a ter especial interesse em manter os seus investimentos, tendo em conta o benefício relativo das Covered Bonds face a outras alternativas de baixo risco, já que a intervenção no mercado de obrigações por parte do BCE não protege contra o incumprimento. Por este motivo, apesar de o mercado de crédito atualmente ter um maior risco de incumprimento do que há três anos, devido à contração dos spreads que ocorreu, os investidores não estão a ser realmente recompensados pelo maior risco de incumprimento, por isso acreditamos que representam uma melhor oportunidade.

A Nordea Asset Management conta com uma dilatada experiência em matéria de obrigações com garantias, já que gere ativos no valor de mais de 40.000 milhões de euros neste segmento. A sua equipa de investimentos especializada neste universo conta com uma média de 19 anos de experiência e uma contrastada trajetória na hora de gerar alfa[1]. Tendo em conta os reduzidos níveis das yields nas atuais condições de mercado, o alfa torna-se ainda mais importante para os investidores com escassa tolerância ao risco. O nosso processo de investimento não se centra no plano do rendimento absoluto, dado que procuramos identificar valor relativo entre diferentes segmentos do mercado (por exemplo, países emissores ou divisas com cobertura).

Na conjuntura atual, observamos numerosas oportunidades interessantes em termos de seleção de Covered Bonds. O nível das taxas de juro como tal não está a afetar em absoluto o processo de investimento e não afetou de nenhum modo as oportunidades para gerar alfa neste segmento, já que a nossa estratégia funciona melhor nestes tipos de mercados (dispersos e caracterizados pelos seus preços erróneos). Olhando três meses para trás, quase todas as Covered Bonds com classificação AAA negociavam mais ou menos com o mesmo spread. Em tal contexto, é bastante difícil gerar alfa. Neste momento observamos discordâncias significativas, o que nos facilita o caminho. Ao mesmo tempo, conforme se for desenvolvendo esta situação, não teremos dúvidas em modificar ativamente as nossas alocações para aproveitar as oportunidades de valor relativo de forma dinâmica. Em forma de novos territórios ou até em termos dos efeitos na oferta denominada divisa local, muitos acontecimentos de mercado evoluíram gradualmente durante o ano e geram oportunidades para acrescentar alfa às nossas carteiras.


[1] O desempenho representado é histórico. O desempenho passado não é um indicador confiável dos resultados futuros e os investidores podem não recuperar o montante total investido. O valor das ações pode variar bastante, como resultado da política de investimento do sub-fundo o seu valor não pode ser assegurado, poderá perder uma parte ou a totalidade do seu dinheiro investido.

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