Operações de reorientação estratégica ou de turnaround continuam a ser as mais expressivas no capital de risco


4,8 mil milhões de euros de montante gerido em Portugal. É o valor reportado pela CMVM relativamente ao montante gerido por operadores nacionais de capital de risco no termino do ano passado, dados que reportam no seu último relatório sobre os mercados de valores mobiliários de 2018. Segundo os dados da CMVM, este valor representa um acréscimo de 0,9% relativamente ao final de 2017.

Um aumento que o supervisor justifica essencialmente com os FCR41 e que “foi consubstanciado no aumento do investimento em ‘participações sociais’ e ‘outros investimentos’ (que mais do que compensou a diminuição das rubricas ‘outros financiamentos’ e ‘depósitos e outros meios líquidos afetos a capital de risco’)”.

Nas sociedades de capital de risco, “o aumento dos ativos sob gestão foi marginal, mas a reafectação de investimentos entre rubricas foi similar à verificada nos FCR”. A CMVM indica os sectores em específico em que surgiu o desinvestimento, e onde, pelo contrário, os ativos sob gestão cresceram. O decréscimo aconteceu “nos sectores da indústria extrativa e de alojamento e restauração”, enquanto o incremento foi registado nas “atividades de informação e comunicação, nas administrativas e de serviços de apoio e nas de consultoria, científicas, técnicas e similares os ativos sob gestão cresceram”.

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Relativamente às fases de investimento da carteira do capital de risco, a CMVM coloca a tónica no facto das “operações de reorientação estratégica ou de recuperação de empresas (turnaround) continuaram a ser as mais expressivas”, correspondendo a três em cada dez operações de investimento em private equity e a um terço do investimento do sector, como visível no gráfico acima.

A fase de investimento expansão, por sua vez,  canalizou um em cada cinco euros do investimento do sector. “Os operadores de capital de risco continuaram a revelar menos apetência para investir em projetos com elevado risco e em fase de arranque, uma vez que o investimento nessas empresas permaneceu reduzido e até diminuiu de forma relevante face ao ano anterior (-13,8%)”, pode ler-se. Já as operações de venture capital (seed capital, start-up e early-stage) corresponderam a um em cada seis euros do investimento do sector. O número de participações detidas, relata o regulador, “não foi muito inferior ao do segmento de private equity, o que significa que a dimensão média dos investimentos é substancialmente menor no venture capital”.

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