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Onde está o dinheiro na indústria europeia de ETF?


A indústria europeia de gestão passiva fechou 2019 a marcar um novo recorde. O volume de ativos terminou o ano passado nos 870.000 milhões de euros, segundo dados da Refinitiv. Em dólares, os fundos cotados já superam o bilião. A maior parte desse volume concentra-se em estratégias de ações americanas (166.500 milhões), seguido de ETF de ações globais (88.600), ações da zona euro (55.400), fundos cotados que investem em mercados emergentes (46.000) e ações europeias (45.700). Essas cinco categorias concentram 46,5% dos ativos que atualmente há nestes veículos de investimento. O top 10, quase 60%.

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Estas categorias foram bastante estáveis, o que indica que os investidores europeus utilizam os fundos cotados que se incluem dentro destes grupos como investimentos estratégicos, não táticos. Dito isto, a única mudança dentro dos cinco grupos mais importantes aconteceu com as ações emergentes globais e com as ações europeias, que voltaram a trocar de posições. Estes números mostram que os ativos geridos pela indústria europeia de ETF continuam a estar muito concentrados”, explica Detlef Glow, diretor de Análise da Refinitiv para EMEA. Uma curiosidade é o facto de a categoria com menos dinheiro ser a das ações israelitas, onde só estão investidos 20 milhões através de ETF.

Ao nível de provedores, também existe uma grande concentração, sendo a BlackRock o ator principal. A empresa americana goza, atualmente, de uma liderança indiscutível no mundo dos fundos cotados, onde gere mais de 400.000 milhões de euros. Os ETF da iShares desfrutam de quota de mercado de 46,3%. O tamanho da BlackRock na Europa é 4,5 vezes superior ao da DWS, o seu concorrente imediato, que fechou 2019 com 91.000 milhões, e seis vez superior ao da Lyxor (67.200 milhões), terceira no pódio. Completam o top 5 a UBS Asset Management e a Amundi, entidades que ambos os casos já superaram os 50.000 milhões em ativos.

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São as maiores gestoras de ativos que estão a receber os fluxos. Volume chama volume. Prova disso é que as 10 maiores entidades concentram 93% do património. Dito de outro modo: as 41 que estão fora do top 10 têm de se conformar em repartir os 7% restantes. Muitas das entidades do top 10 estão a acelerar o seu crescimento. Como é caso, por exemplo, da BlackRock, graças ao forte interesse que no ano passado despertaram os seus ETF de obrigações, da UBS (que registou 15.300 milhões de entradas líquidas) ou da Amundi, que no ano passado registou captações de 8.000 milhões, o dobro de 2018.

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