Obrigações estrangeiras nos fundos superam os 1.000 milhões de euros de crescimento num ano


Os indicadores trimestrais de gestão de ativos publicados pela CMVM relativos ao primeiro trimestre do ano de 2018 mostram claramente um forte aumento do peso dos fundos estrangeiros na carteira agregada dos fundos de investimento nacionais. Embora o valor desta rubrica tenha se mantido praticamente inalterado no primeiro trimestre do ano, a variação face ao final do mês de março de 2017 foi de 26,1%, acumulando agora cerca de 3.157 milhões de euros, mais de um quarto do total de ativos sob gestão.

No entanto, outros valores se destacam no que se refere aos três primeiros meses do ano. Primeiro, depois de uma contração ao longo da segunda metade do ano passado, o investimento em dívida pública nacional volta a ganhar fôlego no primeiro trimestre, período em que cresce 10,8% para 313 milhões de euros. Por outro lado, no que se refere a obrigações corporativas, o investimento em crédito de empresas nacionais foi claramente preterido em favor do já importante investimento em obrigações estrangeiras. As primeiras recuaram 7,3% para 161,7 milhões de euros, enquanto as segundas cresceram 6,7%, para 3.157,2 milhões de euros, consolidando a posição de rubrica com maior ponderação nas carteiras de fundos nacionais (29,7%). Estas rubricas mostram também um crescimento relevante desde o final do trimestre homólogo de 2017, superando os 40% de taxa de crescimento e os 1.000 milhões de euros de crescimento absoluto.

As ações, tanto nacionais como estrangeiras mostram um peso relativamente estável face ao final do ano passado.

No último ano, tal como no primeiro trimestre do ano, é evidente também uma progressiva redução do peso da liquidez no agregado dos fundos nacionais. Esta recuou 13,7% face a março de 2017 e 3,7% face ao final do ano, representando agora 21,9% (27,2% no período homólogo) do agregado das carteiras, o que se configura em 2.705,3 milhões de euros.

CMVM

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