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"Obama reeleito, Bernanke continua e começa a tensão relativamente à política fiscal"


A vitória de Obama confirmou-se com 303 votos eleitorais contra 206 de Mitt Romney e, segundo o economista chefe da Schroders, "esta vitória poderá ter sofrido efeitos positivos com os últimos acontecimentos, nomeadamente o furacão Sandy". Para além disso refere que "nenhum presidente desde Roosevelt ganhou as eleições com uma taxa de desemprego tão alta, mas que o facto do número de pessoas sem trabalho estar a diminuir, constituiu um factor de ajuda, da mesma forma que poderá ter havido um reconhecimento de que é preciso tempo para uma economia recuperar, depois de uma crise financeira". De facto, em relação à candidatura de Romney existia, na opinião de Keith Wade, uma dúvida sobre se esta oferecia uma alternativa perante "os ventos contrários de desalavancagem da banca e das famílias".

Os resultados ao nível do Senado não surpreenderam com os democratas a manterem o controlo, o que acontece desde 2007, enquanto que os republicanos permanecem a dominar a Câmara dos Representantes. "O 'status quo' que prevalece é a questão de existir entre os dois partidos espaço de manobra suficiente para chegar a um acordo em relação ao 'fiscal cliff'", recorda o economista chefe da Schroders. Além disto, acrescenta que "um beneficiário deste resultado é o presidente da Reserva Federal Americana, Ben Bernanke, que contará com o mesmo apoio por parte do actual presidente, enquanto que num cenário diferente, enfrentaria uma situação em que já tinha sido anunciada a não renovação do seu mandato. Neste sentido, os mercados podem tranquilizar-se já que manter-se-á o 'quantitative easing'".

Em relação à política fiscal, este considera que "os sinais são dispares" embora a visão da Schroders "continue a ser de que um compromisso será gerado porque nenhuma das partes pretende ser acusada de recolocar a economia numa situação de recessão, para além de que, parece ser de acordo geral que haverá uma extensão de cortes de impostos de Bush, apesar do Presidente Obama não ampliar esses cortes aos ricos o que representa uma contracção fiscal adicional de 0,5% do PIB".

Keith Wade explica que "o detalhe e conteúdo do pacote fiscal são importantes e a incerteza relativamente aos impostos será um factor condicionante, no presente, do investimento por parte das empresas e mesmo do investimento em acções, uma vez que os investidores aguardam as propostas relativas ao incremento das taxas sobre as mais valias e os dividendos". Finalmente, o economista chefe e estratega da Schroders afirma que "a dificuldade é o tempo, pois os políticos terão que tomar uma decisão num prazo de seis semanas após estas eleições".

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