O turismo de Cabo Verde ao serviço dos investimentos


Parceiros da Funds People no primeiro evento do Funds Talks, o The Resort Group (TRG), na figura do seu COO, Charlie King, e a Lynx Asset Managers, representada por António Aranha, dirigiram-se a uma centena de pessoas na plateia para apresentar uma proposta de investimento menos comum, mas com um potencial de retorno considerável.

Colocando em contexto, o COO do TRG destacou o facto de o turismo representar

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já cerca de 10% do PIB global. “E se imaginarmos o turismo como um tipo de combustível, e se esse combustível fluir pelo motor mais adequado, produz-se um crescimento que proporciona lucros substanciais”, metaforiza. “Tudo se resume a uma e uma só coisa: localização. E nós, no TRG fomos muito afortunados em encontrar uma das mais atrativas localizações turísticas, as ilhas de Cabo Verde. São apenas 10 das mais virgens ilhas na costa Oeste de África com lindas praias que não se veem em muitos sítios no globo. Originalmente uma colónia de Portugal, a economia de Cabo verde suporta-se na base muito sólida do sistema regulatório de influência nacional e é a uma economia muito estável, além de ser também um dos mercados de turismo em maior crescimento do mundo inteiro”, explica Charlie King.

O fundo

O TRG é um grupo com experiência no desenvolvimento de oportunidades turísticas no atrativo mercado de Cabo Verde, capitalizando no referido crescimento do turismo no país insular. Neste sentido, o grupo propõe-se a levantar capital na ordem dos 50 milhões de euros através de um fundo de private equity em Portugal. O capital levantado permitirá acelerar o desenvolvimento do pipeline de projetos de resorts na ilha da Boa Vista, depois de ter desenvolvido com sucesso cinco unidades na ilha do Sal.

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Com um investimento mínimo de 500.000 euros, o fundo terá um yield objetivo de 7% num período de oito anos e com o reembolso total do capital no final do período. A escolha de Portugal como jurisdição para albergar o fundo deveu-se, segundo Charlie King, ao reconhecimento do quadro regulatório nacional como de elevada credibilidade e respeitado em toda a Europa. António Aranha, por seu lado, declara que a Lynx não fez mais do que  “estruturar a operação usando toda a estrutura da entidade como gestora de fundos, capitalizando nas valências do TRG como gestor de ativos. O que nós quisemos foi dentro do contexto nacional buscar a gestão, a supervisão, o controlo e a guarda para proporcionar aos investidores o melhor enquadramento para investir no fundo. Será assim criado um SPV em Cabo Verde, detentor do ativo imobiliário gerido pelo TRG que deverá realizar ao fim dos oito anos o  buyback da operação, proporcionando um retorno objetivo na ordem dos 7% anuais”, explica o profissional da Lynx AM.

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