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O terceiro trimestre de 2012


No entanto, apesar da elevada volatilidade registada ao longo do mês, os activos de maior risco conseguiram apresentar rendibilidades ligeiramente positivas face ao final do mês de Junho. Ao nível da dívida soberana, a Cimeira Europeia de 28 e 29 de Junho não conseguiu apresentar soluções definitivas para a crise, e os mercados continuaram com receio de que Espanha não conseguisse evitar um pedido de ajuda formal à União Europeia. Durante Julho, as regiões de Valência e Múrcia solicitaram ajuda ao governo central e outras poderiam seguir-se. Nos últimos dias de Julho, o presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou que o BCE tudo faria para salvar o Euro, o que aliviou o sentimento negativo em torno da dívida periférica europeia e do próprio Euro.

Ao contrário do ano anterior onde os mercados financeiros estiveram sob intensa pressão, o mês de Agosto de 2012 foi relativamente calmo, com os activos de maior risco a registar uma evolução positiva. A maior parte dos ganhos aconteceu logo no início do mês após as reuniões dos bancos centrais europeus (BCE e BoE) e norte-americano (FED). A segunda metade do mês foi caracterizada pela falta de volatilidade e baixos volumes, característicos do mês de Agosto. Com os líderes políticos europeus de férias, a crise da dívida soberana europeia fez uma pausa e nem alguns dados macroeconómicos mais fracos, em particular da economia chinesa, fizeram os mercados variar muito, tendo os investidores preferido aguardar pelos eventos que iriam ocorrer no mês de Setembro.

A primeira metade do mês de Setembro foi quase perfeita para a evolução dos activos de maior risco, com subida no mercado accionista e nas commodities, quedas nos spreads corporate e nas yields periféricas e subida do Euro. Tal ficou a dever-se sobretudo às várias intervenções monetárias efectuadas pelos principais bancos centrais. O BCE anunciou um novo programa de compra de dívida soberana em mercado secundário (OMT), embora sujeito a condições prévias, a FED anunciou um terceiro programa de compra de activos (QE3) e o BoJ aumentou igualmente o seu programa de compra de activos em 10 mil milhões de ienes.

A ajudar também a este comportamento, o Tribunal Constitucional alemão deu luz verde para que o fundo de resgate europeu (ESM) pudesse avançar e a China anunciou um novo programa de infra-estruturas para fazer face ao abrandamento económico. Na segunda metade do mês assistimos a uma correcção ligeira destes movimentos, com os investidores a centralizarem as suas atenções nos dados macroeconómicos divulgados, que na sua generalidade surpreenderam pela negativa, principalmente na China. No entanto, foi o facto de Espanha ainda não se ter decidido por um pedido de ajuda formal aos seus parceiros europeus o que criou mais incerteza nos mercados financeiros.

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