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O samba e as matrioskas deram impulso aos fundos em 2016


Depois de um terrível ano em 2015 para as economias de diversos mercados emergentes e para o segmento de commodities, 2016 trouxe consigo uma inversão desta tendência e foi nestes mercados e classes de ativos que os fundos de investimento foram buscar o grosso da rentabillidade. As categorias que agregam os fundos que em média mostraram os melhores resultados no ano incluem as ações russas e brasileiras, ações da europa emergente e américa latina, bem como fundos sectoriais de ações do sector de metais precisosos, recursos naturais e energia.

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Por outro lado, economias europeias desenvolvidas, como a portuguesa, britânica e italiana deram origem aos piores retornos no ano, em termos médios, embora tenha sido o segmento de ações de empresas de biotecnologia a ocupar o último lugar do ranking dos retornos em 2016. O índice PSI-20 foi precisamente um dos índices com pior prestação de entre os da Europa desenvolvida, com uma quebra de quase 12% ao ano, penalizando os fundos de ações portuguesas. Já no caso do Reino Unido, apesar do bom comportamento do FTSE100 no ano, a volatilidade apanhou os gestores de supresa e algumas categorias de ações britânicas ocupam dos piores lugares do ranking por retorno, situação semelhante à do mercado italiano. O sector biotecnológico foi principalmente afetado pela retórica política nos EUA e pela eventual pressão em baixa dos preços imposta pelo governo do país.

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A Pictet AM gere o fundo que ocupa o primeiro lugar do ranking dos fundos de equity mais rentáveis. É um fundo focado puramente em ações russas, um mercado que proprocionou um retorno anualizado de mais de 14% nos últimos cinco anos, quando medido pelo MSCI Russia. Já o segundo lugar é ocupado por um fundo de gestão nacional, o BPI Brasil Valor, da BPI Gestão de Activos e comandado por João Caro Sousa. É um fundo de ações brasileiras que capturou muito bem a recuperação significativa do mercado de ações brasileiras depois da estabilização da situação política no país. As restantes presenças no grupo dos 25 mais rentáveis inclui principalmente outros fundos de ações das geografias que impulsionaram os dois primeiros, embora incluam também fundos relacionados com o sector dos metais preciosos e matérias primas.

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Nota: Dados retirados da Morningstar Direct

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