O que é que os planos de pensões europeus estão a fazer?


Levados pelo medo de outro choque económico e perda de confiança nas instituições políticas europeias, os planos de pensões estão a utilizar novas abordagens para gerar retornos. O auge do populismo, revelado pelo resultado das eleições italianas e pela votação do Brexit, é consequência da perda de confiança na União Europeia como instituição, o que cria riscos de investimento a longo prazo. Neste contexto, os planos de pensões estão a abandonar formas antigas de investimento e a adotar inovações relativamente a classes de ativos, alocação de ativos e investimento temático.

Assim o revela o estudo anual realizado pela Amundi e a CREATE-Research sobre planos de pensões europeus publicado com o título “Rocky Road for the European Union: Pension Plans Response”, no qual analisam 149 planos de pensões na Europa – com ativos totais de 1,89 biliões de euros – com o propósito de oferecer uma perspetiva de como estão a evoluir no contexto complexo de mercado atual, marcado pelo auge do populismo e pela reversão das políticas monetárias de flexibilização da era da crise.

Trata-se de uma sondagem que procura proporcionar uma perspetiva do que acontece no setor de planos de pensões no contexto atual. As conclusões podem-se agrupar em quatro grandes áreas:

1. Obrigações

No universo das obrigações, observa-se um aumento da procura de uma abordagem alternativa que aproveite as oportunidades de todo o espectro creditício, desde o grau de investimento até ao high yield, desde o público até ao mercado de dívida privada.

2. As ações

Nos mercados de ações, em matéria da volatilidade, os investidores esperam rendimentos mais baixos e olham mais além da diversificação tradicional para capturar o rendimento, movendo-se para o investimento por fatores de risco.

3. Investimento responsável

No entanto, entre todos os indicadores que o relatório oferece, o investimento responsável destaca-se como uma das principais correntes globais. A expectativa dos fundos de pensões é de que os investimentos sustentáveis a longo prazo sejam um revestimento integral da sua carteira.

4. Ativos ilíquidos

A era dos baixos rendimentos chegou, favorecendo a inclusão na carteira dos fundos de pensões europeus de ativos ilíquidos.

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