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O primeiro impulso da subida de rating da S&P reflete-se no leilão de dívida


Portugal foi esta quarta-feira aos mercados financiar-se e, no rescaldo da subida de rating por parte da Standard & Poors, conseguiu as taxas mais baixas de sempre para os prazos em causa.

A emissão de bilhetes do tesouro a 6 meses teve uma taxa negativa de -0,363%, com um montante emitido de 500 milhões de euros. A procura foi quase o triplo da oferta. Na emissão a 12 meses o montante emitido foi de 1250 milhões de euros e também a taxa foi negativa, no caso de -0,345%. A procura foi o dobro da oferta.

Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, realça o impacto  - já esperado - da subida de rating por parte da Standard & Poors, no leilão da manhã desta quarta-feira: “Nesta operação, o país conseguiu as taxas mais baixas de sempre para estes prazos e ambas foram, mais uma vez, negativas. Era o que se esperava: depois da subida de rating (que  coincidiu com alteração para o grau de “investment grade”) por parte da Standard & Poors  e a perspetiva de estável por parte da Moody’s, a dívida portuguesa de longo prazo estreitou e o curto prazo está a ter o mesmo comportamento. Não é de estranhar, por isso, que tenha sido emitido o montante máximo previsto.”

Para Steven Santos, do BiG, "o grande destaque do leilão foi a taxa média exigida a 12 meses, se fixou em -0,345%". O profissional destaca também que "no panorama internacional, Portugal é agora a estrela dos mercados europeus de dívida pública". Acrescenta que "embora o upgrade da S&P tenha mais impacto na zona longa da curva de rendimentos (yield curve), as colocações a curto prazo também beneficiam, como mostra o duplo leilão de hoje. Note-se, porém, que estas operações no mercado monetário têm um peso residual no financiamento líquido do Estado e visam refinanciar Bilhetes do Tesouro que vão vencendo". 

 

 

 

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