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O panorama das gestoras imobiliárias no final de 2018


O último trimestre de 2018 fechou com o que se apelida de uma tendência “mista” para os fundos imobiliários nacionais. A CMVM, nos seus indicadores trimestrais da gestão de ativos do quarto trimestre do ano passado, reporta que o número de fundos em atividade no último trimestre de 2018 crescia para os 214, mais três do que no trimestre anterior. Isto apesar do montante sob gestão dos fundos de investimento imobiliário e dos fundos especiais de investimento imobiliário ter decrescido 1,5% no trimestre, situando-se nos 10.194,2 milhões de euros.

Perante este cenário, como terminaram as entidades gestoras o último trimestre de 2018?

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Embora a sua quota de mercado tenha decrescido tanto em termos trimestrais como anuais, a Interfundos chegou ao final de 2018 no  papel de líder como entidade gestora. Contudo, a quota de mercado de 13,3% de final do ano passado, contrasta com os 15,1% de um ano antes. Os ativos sob gestão da gestora, por seu turno, apresentaram um retrocesso de quase 200 milhões de euros em comparação com um ano antes. Desta feita, em dezembro a entidade terminava o ano nos 1.355,8 milhões de euros de montante gerido.

O cenário de decréscimo na quota de mercado estendeu-se também à Norfin, a segunda entidade com maior preponderância de mercado no segmento. 11,4% era a quota de mercado que a entidade possuía no final de dezembro passado, o que refletiu uma queda de 0,19 p.p em termos trimestrais, e 0,59 p.p em termos anuais.

No trio da frente das maiores gestoras importa destacar o percurso da GNB. A entidade conseguiu avançar com a sua quota de mercado ao longo do ano: cresceu 0,04 p.p no último trimestre, e 1,76 p.p em termos anuais. Terminou 2018 nos 1051,3 milhões de euros de volume sob gestão, e 10,3% de quota de mercado.

Fidelidade – novo player

Outra novidade a destacar no último período do ano de 2018 foi o aparecimento da Fidelidade – SFOII, entidade que passou a gerir os fundos Bonança I e o Sauddeinveste, ambos anteriormente a cargo da Fundger. O montante sob gestão que alcançava no final de dezembro – 200,7 milhões de euros – permitia-lhe possuir por essa altura uma quota de mercado de 2%, que a posicionava já a meio da tabela de gestoras com maior preponderância no mercado. 

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