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O “não” escocês a marcar a semana


A vitória do "não" no referendo na Escócia fez suspirar de alívio Bruxelas e alivia um pouco a pressão que nos últimos dias tinha ganho alguma dimensão com a hipótese de independência da Escócia em relação ao Reino Unido. Com 55% dos votos, numa votação massiva dos Escoceces ( 85% dos eleitores a comparecerem nas urnas ), o "não" venceu e David Cameron, no seu discurso, logo após se saber o resultado, voltou a prometer cumprir todas as promessas que fez nos últimos dias, garantindo mais poderes para todas as partes do Reino Unido, com a Escócia, o País de Gales e da Irlanda do Norte a poderem ter a partir de agora mais poder de decisão sobre o seu futuro e sobre as leis que vão ser aprovadas.

No mercado o impacto não foi muito significativo dado que as últimas sondagens já apontavam para a vitória do "não" ​, com o destaque a ir para a valorização da GBP face ao Euro não tendo no entanto ultrapassado os 0.7800 (mínimo de 0.7810).

No primeiro leilão T-LTRO (Targeted Longer-Term Refinancing Operations) realizado pelo BCE esta semana, foram colocados 82.6 mil milhões de Euros com maturidade em 2018, de um montante global inicial de 400 mil milhões para 2014). O montante colocado foi muito abaixo das expectativas do mercado. Esta operação visa facilitar o crédito por parte das famílias e o sector não-financeiro da economia, beneficia de uma taxa de juro de 0.15%, com os bancos a poderem aceder a montantes correspondentes a até 7% do valor da sua carteira de depósitos, a 30 de abril último e excluindo os empréstimos concedidos para habitação.Segundo o BCE, estes fundos não podem ser utilizados para financiar o sector público nem para a compra de títulos de dívida soberana.Para a próxima reunião do BCE que terá lugar em outubro, são esperadas mais novidades sobre o programa de compra de dívida titularizada garantida por empréstimos e de obrigações hipotecárias.

O Banco Popular da China injectou 500 mil milhões de Yuans, o equivalente a 63 mil milhões de Euros, aos cinco principais bancos Chineses em empréstimos a três meses e que visa atingir a meta esperada de crescimento de 7.5% em 2014.

Reserva Federal dos Estados Unidos não trouxe nada de novo ao mercado aliviando um pouco a pressão para uma hipotética subida de taxas de juro no imediato. Reduziu o seu programa de compra de activos em mais 10 mil milhões de Dolares, restando somente 15 mil milhões/mês no programa de compra de obrigações e valores hipotecários, e afirmou que irá manter a sua taxa entre 0.00% e 0.25% por um "período considerável". Janet Yellen considera que a evolução das taxas está ligada à evolução da economia e o Fed não irá "interpretar mecânicamente" os dados económicos, estando receptivo a uma subida de taxas antes do esperado se a economia assim o exigir.

(Imagem: Nico(n), Flickr, Creative Commons) 

 

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