Tags: Gestores | Ações |

O mês de janeiro na bolsa nacional, pelos olhos dos gestores de fundos de ações nacionais


O principal índice bolsista nacional - PSI 20 - no primeiro mês do ano registou um decréscimo de 4,4%, para os 4.475,03 pontos. Em termos homólogos, a descida é mais acentuada, fixando-se em quase 12%, revelou a CMVM no seu relatório dos "​indicadores mensais do mercado de capitais português". No mesmo documento, pode ver-se que "a volatilidade do índice foi de 13,04%, acima dos 12,25% fixados em dezembro de 2016, mas abaixo dos 31,28% registados em igual período do ano passado".

De acordo com a Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios - APFIPP - são cinco os fundos nacionais que investem, exclusivamente, em ações nacionais. Desses, quase todos conseguiram registar um comportamento melhor do que o PSI 20 no primeiro mês do ano. De todos os produtos, aquele que melhor rendibilidade atingiu foi o IMGA Ações Portugal. Gerido por Nuno Marques da IM Gestão de Ativos, o fundo atingiu uma evolução de -3,94% no primeiro mês do ano. Com mais de 24 milhões de euros em património, o fundo tem como principais cotadas nacionais em carteira a NOS, a The Navigator e ainda a Sonae SGPS.

Seguiu-se o Caixagest Acções Portugal. Gerido pela Caixagest, o fundo registou uma rendibilidade de -4,18% com o seu património a fixar-se perto dos 28,5 milhões de euros. No final do mês passado, a maior cotada em carteira era a The Navigator, seguida da EDP Renováveis e ainda da Galp Energia.

Logo depois vem o BPI Portugal, da BPI Gestão de Activos. Trata-se de um fundo Consistente Funds People que é da responsabilidade de Catarina Quaresma Ferreira e que registou uma valorização de -4,28% no primeiro mês do ano. Na ficha do produto de janeiro a gestora refere, relativamente ao mercado nacional, que o "BCP deu início à operação de aumento de capital na ordem dos 1,3 mil milhões de euros afim de pagar integralmente os CoCos e reforçar rácios de capital". No mesmo documento, a responsável destaca que "as melhores contribuições para a performance do BPI Portugal no mês foram Navigator, Jerónimo Martins e Altri".

Dolores Solana é a responsável pelo fundo Santander Acções Portugal, da Santander Asset Management. No primeiro mês do ano o fundo registou uma rendibilidade de -4,21%, tendo fechado o mês passado com um património a rondar os 73 milhões de euros. Na ficha do produto, referente ao mês passado, a responsável pelo produto referia que "o mercado acionista português continua a ser alvo de volatilidade" e que isso se refletiu na performance do fundo. No mesmo documento, a gestora refere ainda que "por ser mais diversificado que o PSI20, o fundo tem conseguido uma performance menos volátil, uma vez que está menos exposto a alguns setores onde se têm registado maiores perdas, como o setor financeiro". A factsheet revela, ainda, que "o fundo conta com sete posições que não pertencem ao PSI20". 

O outro fundo que completa o lote que investe exclusivamente no mercado nacional é o NB Portugal Ações. Sob alçada de Pedro Barata da GNB Gestão de Ativos, o fundo fechou o mês passado com o património a rondar os 7,7 milhões de euros. O "forte posicionamento em títulos mais cíclicos e que possam beneficiar de uma recuperação da economia portuguesa", para o gestor, foi o que ajudou o produto no mês de janeiro, segundo a factsheet do produto. No mesmo documento, o gestor perspetiva que "a nível interno, a reconfiguração do setor financeiro continua ser tema de análise", dando como exemplo a "recapitalização da Caixa, o processo de venda do Novobanco, a compra do BPI pelo Caixabank e a entrada de novo capital no BCP". Em termos macroeconómicos, Pedro Barata relata que "a situação portuguesa contínua frágil", destacando o "elevado stock de divida" que é um "fator de forte vulnerabilidade à subida das taxas de juro e é de difícil resolução na conjuntura atual".

 

(Artigo com base nas factsheets de janeiro dos produtos, que estavam disponíveis a 21 de fevereiro)

Profissionais
Empresas

Notícias relacionadas