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Vento de otimismo sobre os mercados


“Taxas de desemprego a descer, salários a progredir, revisão em alta do crescimento. A multiplicação de boas notícias económicas por toda a Europa veio soprar um vento de otimismo sobre os mercados”. As palavras são de Diogo Santos Teixeira, administrador e gestor da Optimize Investment Partners.

Num documento publicado pela entidade referente ao mês de fevereiro, o gestor alerta para o regresso a uma inflação positiva, “apesar de moderada quando descontado o efeito ‘petróleo’”. Sinal que as economias “voltaram a um funcionamento normal, ajudando todos os atores económicos a tomarem decisões de investimento racionais”, acrescenta.

Crescimento global

Ao longo do mês de fevereiro, “assistiu-se à divulgação de dados económicos que comprovam o crescimento global assim como de taxas de inflação próximas dos níveis pretendidos nomeadamente por parte da FED e do BCE”. Quanto ao que se passa do outro lado do Atlântico, o gestor afirma que os mercados norte-americanos “têm vindo a renovar máximos com a expetativa que as medidas idealizadas pelo presidente D. Trump vão impulsionar o crescimento económico e a criação de empregos”.

Já sobre o Velho Continente, Diogo Teixeira fala de resultados empresarias com um crescimento próximo de 10% e de um assunto incontornável: as eleições francesas, “onde a possível eleição da candidata anti euro Marine Le Pen tem causado alguma apreensão no futuro político da Europa”.
O gestor da Optimize Investment Partners aponta para um balanço global positivo no segundo mês do ano: “os índices de ações europeias fecharam positivos (Eurostoxx 50 2.8%), as praças americanas seguiram a mesma tendência (S&P500 +3.7%), assim como os mercados emergentes, a performance foi geralmente positiva, (MSCI Emerging +3%).”

Impacto nos produtos de poupança

“Este contexto de 'reflação' da economia também tem impacto sobre a forma mais adequada de poupar”, explica o gestor. “Enquanto as taxas de juros de curto prazo forem nulas ou mesmo negativas, muitos produtos de poupança estão condenados a perder valor em termos reais, ou seja, líquidos de inflação e impostos: depósitos, seguros de vida, PPR garantidos, e mesmo Certificados do Tesouro”. Relativamente a “um dos produtos de poupança favoritos dos portugueses”, Diogo Teixeira deixa um alerta: “com uma taxa média líquida de 1.6% sobre 5 anos (…) terá provavelmente uma rentabilidade inferior à taxa de inflação sobre o período: uma boa notícia para o Estado, mas má para o aforrador…”

 

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