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O lado responsável dos fundos nacionais


Quando evoluímos como sociedade, em tudo o que fazemos e em todas as decisões que tomamos, critérios focados no benefício próprio deixam de pesar tanto, e a responsabilidade que temos para com as outras pessoas e o mundo em que vivemos moldam cada vez mais as decisões de consumo e também de investimento.

Fernando Luque, editor financeiro sénior da Morninsgtar, na edição da revista Funds People número 13, referia precisamente que existe “um crescimento de interesse pelo investimento sustentável em todo o mundo”. Nesse sentido, a empresa de análise criou recentemente o seu Rating de Sustentabilidade para fundos de investimento e ETFs. Segundo o profissional “este ajudará os investidores a avaliar o quão bem as empresas cujos ativos estão incluídas num fundo estão a gerir os aspetos ESG (Environmental, Social e Governance) mais relevantes para as suas indústrias, bem como a comparar fundos entre si”.

E os fundos nacionais, como se saem neste tipo de avaliação? Tendo por base a informação disponibilizada pela Morningstar Direct, dos fundos com domicílio em Portugal cujo rating de sustentabilidade esteja disponível à data de 30 de abril e cubra pelo menos 50% dos ativos sob gestão em carteira, encontraram-se 46 fundos que correspondem a essas caraterísticas.

Saliente-se que o Morningstar Sustainability Score reflete a média Sustainalytics ESG Score dos títulos cobertos na carteira do portfólio, ajustada pelo maior nível de Controvérsia do Sustainalytics ESG ponderado pelo peso na carteira, expresso no percentil dentro da própria categoria (um valor mais elevado é indicativo de um melhor resultado).

O Sustainalystics ESG Score reflete a preparação, divulgação e performance de cada uma das equipas de gestão do emissor em dar resposta aos desafios Ambientais, Sociais e de Governance.

O Sustainalystics classifica ainda os eventos controversos e as incidências envolvendo os emissores cobertos pelo seu nível de gravidade. O Portfolio Controversy Score mede o peso de mercado de cada uma das controvérsias associadas a cada um dos emissores, medida pelo percentil dentro da sua categoria.

Fundos em destaque

No caso do critério de sustentabilidade, os fundos em destaque são o Montepio Euro Utilities, gerido pela Montepio Gestão de Activos, e da Caixagest, o Caixagest Postal Capitalização, ex aequo com um score de 60. Imediatamente a seguir, com um score de 59 no rating de sustentabilidade, aparecem os fundos IMGA Eurocarteira, o BPI Ibéria, o Montepio Acções, o Optimize Europa Valor e os produtos do Montepio, Euro Financial Services e Acções Internacionais.

No que toca ao critério individual ESG, o Montepio volta a estar em destaque conseguindo colocar dois fundos próximos de um scored de 66.

Quando se olha para a classificação relativa à controvérsia na carteira  denota-se uma grande dispersão nos resultados, com fundos que se situam quase na mediana, e outros que não vão além de um score de 5.

Captura_de_ecra__2016-07-1__a_s_17

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Fonte: Morningstar Direct, 1 de julho de 2016

A fotografia das gestoras

Computando o score médio por gestora dos fundos considerados verifica-se que, na avaliação mais geral feita pelo score de sustentabilidade, a Banif Gestão de Activos é a gestora com uma melhor média. Relativamente ao ESG Score verifica-se que é o critério onde mais fundos domiciliados em Portugal aparecem bem colocados.

No controversy score, por seu turno, a dispersão é maior, e é o Santander que se destaca, com um score de 45.

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