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O impacto da volatidade dos mercados nas carteiras das seguradoras e seguros PPR


Na revista de março e abril de 2020 da FundsPeople analisávamos  a evolução histórica das provisões técnicas e das carteiras de investimento do sector segurador nacional. Dado o momento da análise os dados disponíveis não refletiam ainda o impacto daquela que se veio a revelar a maior pandemia deste século. No entanto, dados recentemente divulgados pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) permitem aferir à data de março, o pior mês em termos de comportamento dos mercados financeiros, como terão sido impactadas estas carteiras institucionais muito relevantes no mercado português. 

A conclusão? O conservadorismo das aplicações efetuadas pelas instituições seguradoras reflete-se no impacto que março teve nas carteiras. Os ativos das carteiras de investimento do setor segurador decresceram apenas 4,5% face a 2019 num momento em que os mercados financeiros cotavam próximos de mínimos. É um impacto relevante, mas moderado, considerando a volatilidade e incerteza que tomaram conta dos mercados. 

Estas carteiras agregadas fecharam assim o trimestre nos 51,06 mil milhões de euros dos quais 12,3 mil milhões de euros dizem respeito aos seguros de vida ligados. O mix de ativos que compõe a carteira variou em função do comportamento dos diferentes mercados e do investimento e desinvestimento realizados no trimestre. Observamos um crescimento do peso das obrigações corporativas para os 27% (de 26%), enquanto a dívida pública se manteve estável. As ações viram o seu peso reduzido de 7% para 6%. Os níveis de liquidez mantiveram-se estáveis.

O montante alocado a fundos de investimento ascendia no final do trimestre aos 6,39 mil milhões de euros, uma quebra de quase 7% em relação ao final do ano, ou 470 milhões de euros. O grosso destes veículos compõe as carteiras afetas aos seguros de vida ligados. 

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No universo dos seguros PPR, os ativos recuaram igualmente 4.5%, refletindo quedas no valor de todas as rubricas à exceção do imobiliário, muito embora os pesos na carteira total se tenham mantido praticamente inalterados. Apenas as obrigações de dívida pública viram o seu peso crescer de 55% para 56%. 

 

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