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O fundo multiativo eleito pelas gestoras internacionais como melhor aposta para investir em 2018


Os fundos multiativos configuram soluções mais diversificadas do que os seus pares e, em consequência, com perfis de risco e retorno mais diversos. Neste sentido, representam soluções adequadas a diversos perfis de investidor e são estratégias ideais para um bem sucedido processo de construção de carteiras de investimento eficientes.

No entanto, na eleição de fundos mistos para 2018 por parte dos responsáveis de entidades gestoras internacionais vemos uma clara tendência para categorias específicas de fundos. Por um lado, verificamos uma evidente preferência por fundos income, que se propõem a distribuir rendimentos aos participantes. Por outro, são as estratégias globais e flexíveis que ganham destaque, em virtude da liberdade que as equipas de gestão têm na alocação do seu património em classes de ativos e geografias que proporcionam o maior valor no momento.  

Por ordem alfabética das entidade apresentamos-lhe o produto eleito pelos responsáveis, os motivos que o levaram a eleger o produto e uma breve descrição da filosofia do fundo.

Marta_Mari_nMarta Marín, diretora geral da Amundi para a Península Ibérica, seleciona um fundo multiativos para o ano de 2018 com um carácter diversificado: First Eagle Amundi Income Builder. Como comenta a profissional, trata-se de uma “solução de gestão patrimonial que procura gerar um nível significativo de rendimentos, preservando o poder aquisitivo do capital a longo prazo. Para minimizar o risco de perda permanente de capital, investe principalmente em ações que distribuem dividendos, crédito e obrigações com um enfoque value sem restrições face a um índice de referência e com uma margem de segurança. A sua carteira é bastante diversificada com posições residuais em liquidez. Investe também em valores relacionados com o ouro como cobertura contra eventos extremos de mercado”, comenta.

Beatriz Barros de Lis AXAO produto misto que seleciona Beatriz Barros de Lis, diretora geral da AXA Investment Managers para a Península Ibérica, como primeira opção para investir em 2018 é o AXA WF Global Income Generation. “O acesso a uma boa diversificação de rendimentos pode ser complicado para investidores sem os recursos necessários para realizar um acompanhamento permanente dos mercados globais. Este fundo oferece aos investidores uma carteira global, flexível e diversificada de ações e obrigações, com especial ênfase em obrigações de maior rentabilidade e ações com uma dividend yield elevada. A equipa de gestão tenta reduzir os diversos riscos utilizando diferentes técnicas para gerir a natureza volátil dos mercados financeiros. Pretendemos gerar uma corrente estável de rendimentos, tendo-nos fixado num objectivo anual de 2-6%, ainda que não seja garantido, e uma apreciação de capital a médio prazo através de uma alocação dinâmica e flexível numa ampla seleção mundial de ações”, destaca Barros de Lis sobre o produto.

AitorJaureguiO produto multiativo apontado por Aitor Jauregui para o novo ano é o BSF Style Advantage Fund (Style Premia). Tal como explica o responsável de desenvolvimento de negócio da BlackRock na Ibéria, esta estratégia busca conseguir retornos absolutos e reduzir a volatilidade investindo em diferentes classes de ativos no sentido de arbitrar distintos estilos de gestão que geraram retornos consistentes a longo prazo. “A equipa de gestão implementa estratégias long-short em estilos de gestão como Value, Momentum, Quality, Volatility e Carry através de uma carteira diversificada de mais de 2.500 posições em ações, obrigações, commodities e moedas. A carteira está optimizada para reduzir ao mínimo os custos de transação e cada estilo é implementado usando um processo definido e transparente, sempre em instrumentos líquidos. Tem um objectivo de rentabilidade de cash + 7%, de volatilidade de 7% e apresenta uma correlação baixa com estratégias tradicionais, oferecendo uma componente relevante de diversificação. O produto está domiciliado no Luxemburgo, é UCITS e conta com liquidez diária”, destaca Jauregui.

Sasha EversO fundo misto eleito por Sasha Evers é o BNY Mellon Global Real Return (EUR), um produto gerido pela Newton, a especialista em investimento temático da BNY Mellon. “É um fundo que procura obter uma rentabilidade de Euribor +4% ao ano, com um horizonte de investimento de três a cinco anos, antes de comissões. Não obstante, o fundo pode apresentar rentabilidades negativas e produzir menos valias. O fundo investe com um enfoque global, num grande leque de classes de ativos líquidas (ações, obrigações, instrumentos monetários, REITs e matérias primas). Também pode utilizar derivados simples com fins de cobertura (como bond calls e equity put options). Em 2018 pode ser uma estratégia interessante para investidores conservadores já que, ao ser um produto multiativos com um objectivo de rentabilidade real (líquida de inflação), comporta-se melhor em contextos voláteis e incertos. Assim o demonstrou a estratégia do fundo ao longo da sua história. O melhor exemplo é que obteve resultados positivas em anos difíceis como 2008 e 2011”, destaca o diretor geral do BNY Mellon IM para a Ibéria.

Mario González e Álvaro Fernández ArrietaA recomendação de Mario González e Álvaro Fernández Arrieta, diretores de distribuição do Capital Group para a Península Ibérica, é o Capital Group Global Allocation (Lux). “Este fundo baseia-se numa estratégia norte-americana com mais de 14.000 milhões em ativos sob gestão e 7 anos de histórico. Sintetiza a experiência do Capital Group em fundos mistos, que se remonta a 1973 quando lançamos a nossa primeira estratégia multiativos nos EUA. Trata-se de um fundo com risco moderado, que investe em ações, obrigações e liquidez, com o objectivo de oferecer rentabilidades semelhantes à das ações globais, mas com menos volatilidade. Dado o seu enfoque conservador, o fundo tem uma inclinação para a proteção de capital em mercados menos positivos. Encontra-se no primeiro quartil por rentabilidade da sua categoria a 1 e 3 anos. Os gestores têm uma experiência média de 27 anos na indústria”, indicam os responsáveis.

Mariano_ArenillasA opção eleita por Mariano Arenillas para investir num produto multiativos no ano que vem é um produto muito conhecido no mercado ibérico: o Deutsche Concept Kaldemorgen. Tal como recorda o responsável da Deutsche Asset Management para Portugal e Espanha, trata-se de um fundo flexível multiativos com um perfil de risco moderado, gerido por Klaus Kaldemorgen, gestor de fundos com mais de 30 anos de experiência na entidade alemã. “O objectivo do fundo é conseguir um retorno total em euros investindo em diferentes mercados e instrumentos conforme o ciclo económico e a análise da equipa de gestão. Uma gestão integrada do risco é um factor fundamental que oferece um acesso de risco controlado aos mercados de capitais para os investidores que procuram uma rentabilidade ajustada ao risco”.

SebastianO fundo selecionado por Sebastián Velasco é o FF Global Multi Asset Income Fund, produto que investe em todo o tipo de ativos geradores de rendimentos a nível mundial, baseando-se na análise do panorama económico a cada momento. “Durante 2017, os mercados estiveram mais tranquilos do que a maioria dos investidores esperava. Em 2018, a inflação nos Estados Unidos poderá surpreender os mercados, o que pode proporcionar oportunidades tanto nos treasuries como em dívida financeira, algo que tentamos aproveitar. O ano poderá também ver renascer o risco político na Europa devido às negociações do Brexit, as eleições italianas e a situação catalã”, assinala o diretor geral da Fidelity para Espanha e Portugal.

_C2_A9NC054O fundo que aconselha Ramón Pereira para 2018 é o Franklin Diversified Conservative, produto que faz parte de uma gama de três fundos (os Franklin Diversified Funds) que são geridos seguindo uma filosofia de Risk Factor Investing, com um objectivo de retorno absoluto. “São geridos dentro de um intervalo  de volatilidade e objectivo de rentabilidade definido explicitamente no objectivo de cada fundo, com um horizonte de três anos. Ambos os objectivos (volatilidade/rentabilidade) têm sido alcançados consistentemente desde o lançamento, com os três fundos a obter um melhor comportamento que a média da sua categoria em todos os períodos. No caso do Franklin Diversified Conservative, o objectivo é Euribor +2% com um intervalo de volatilidade de entre 3% e 5%. Lançados em 2006, estes produtos têm sido geridos pela mesma equipa desde 2009”, explica o diretor geral da Franklin Templeton para a Ibéria.

Lucia Catalan Goldman Sachs GSLucía Catalán, diretora geral da Goldman Sachs para a Ibéria e América latina, aposta em 2018 no GS Wealthbuilder Multi-Asset. “Trata-se de uma gama de fundos com três perfis de risco (Conservative, Balanced e Growth), dirigidos ao cliente de retalho, com uma rentabilidade objectivo, dependendo do perfil de risco eleito, entre 4% e 7%, com uma volatilidade entre 5% e 12%, e agnósticos face a índices de referência. Esta gama é gerida pela equipa de Global Portfolio Solutions da Goldman Sachs AM, especializada em construir produtos multiativo, com enfoque em gerar rentabilidades ligadas a uma exaustiva gestão de risco. Os fundos WealthBuilders são construídos investindo em – mas sem estar limitados a – diferentes estratégias da GSAM, seguindo uma alocação de ativos dinâmica, diversificada, que inclui a utilização de derivados e ETFs, explica Catalán.

Inigo Escudero InvescoO fundo misto em que aposta Íñigo Escudero é o Invesco Global Income. Segundo explica o diretor de Vendas e de Serviço o Cliente da Invesco para  Ibéria e América Latina, trata-se de um produto multiativos que permite aproveitar a experiência de gestão da equipa de obrigações da Invesco em Henley, liderada por Paul Read e que conta com a excelência da equipa de ações globais, representado pelo diretor de investimentos de Henley, Nick Mustoe. “O enfoque é flexível e pragmático, com uma gestão ativa tanto em crédito como em duration, distribuindo um cupão de perto de 5%. Investe um mínimo de 35% em ações, nível em torno do qual se encontra atualmente. A carteira de obrigações do fundo é diversificada, em liquidez, dívida soberana e corporativa, tanto de grau de investimento como high yield. O fundo encontra-se no primeiro quartil por rentabilidade tanto em 2017 como a 3 anos”, sublinha.

javierO JPM Global Income é o fundo multiativo recomendado por Javier Dorado como principal aposta para 2018. Segundo explica o diretor geral da J.P. Morgan AM para Portugal e Espanha, trata-se de um fundo global misto, que procura distribuir com carácter trimestral o maior rendimento possível (intervalo de 4% a 6%). “É gerido por uma equipa de especialistas em alocação de ativos que investe de forma diversificada numa ampla gama de ativos com o objectivo de capturar dividendos e cupões para poder distribuir aos investidores. É um fundo que proporciona um complemente perfeito aos rendimentos tradicionais dos aforradores e investidores, sobretudo tendo em conta que estas fontes de receitas recorrentes pagam rentabilidades muito baixas hoje em dia (ou mesmo negativas, se ajustadas pela inflação). O seu perfil de risco equilibrado tem permitido gerar rentabilidades muito atrativas ajustadas ao risco desde o seu lançamento”, assinala.

Ignacio_20Rodri_CC_81guez_20-_20prefIgnacio Rodríguez Añino acredita que a gama da M&G Investments de fundos de alocação está especialmente desenhada para satisfazer as procuras dos investidores em termos de risco e rentabilidade positiva a longo prazo. A aposta concreta do responsável da gestora britânica para Portugal é o M&G Prudent Allocation. “O fundo cumprirá o seu terceiro aniversário este 2018, é gerido por Juan Nevado e Craig Moran e faz uso das finanças comportamentais para identificar oportunidades de investimento reais e diferenciá-las de movimentos de mercado gerados pelas emoções dos investidores e não pelos fundamentais económicos. O perfil de investimento do Prudent é mais conservador que o dos restantes produtos da gama Allocation, com uma exposição a ações de 35%. O potencial de rentabilidade do fundo situa-se no intervalo entre 3 e 6% brutos, quando analisados períodos de três anos consecutivos, ainda que a rentabilidade anualizada a um ano se situa acima de 8% recentemente”.

NordeaO Nordea 1- Stable Return Fund é a solução multiativos proposta por Laura Donzella para investir em 2018. O que é destacado pela responsável da Nordea para a Ibéria e América Latina deste conhecido produto é o facto de ter como objetivo a preservação de capital e a geração de rentabilidades estáveis num horizonte de investimento de 3 anos. “O fundo é gerido utilizando a reconhecida filosofia de investimento da equipa multiativos da Nordea: o equilíbrio de riscos. Este enfoque faz com que o fundo tenha um perfil mais defensivo do que o das carteiras geridas seguindo uma clara visão macro, o que é bastante útil em contextos de mercado turbulentos. É por isto que muitos investidores consideram esta solução como uma alternativa aos ativos tradicionais de obrigações. Isto é muito importante, já que com os atuais níveis de taxas e spreads, as obrigações terão dificuldades para gerar nos próximos anos rentabilidades similares àquelas que nos tinham habituado”, afirma.

RengifoMuitos investidores, depois de uma evolução muito positiva, perguntam-se sobre o que fazer perante as elevadas valorizações em ações e a muito cara dívida empresarial. Gonzalo Rengifo aconselha trabalhar em estratégias descorrelacionadas com os mercados e outras classes de ativos. Em concreto, o diretor geral da Pictet AM para Ibéria e América Latina entende que, numa carteira equilibrada tradicional, é necessária uma combinação apropriada de rentabilidade/risco, captando o potencial de subida e limitando o de queda. “É o caso do Pictet Multi Asset Global Opportunities, estratégia multiativos com gestão muito ativa, flexível, de alocação tática por zonas geográficas, sectores, temáticas e estilos numa ampla gama de ativos e instrumentos. Para além disso, faz uso de futuros e ETF para cobertura e gestão de sensibilidade a variações de taxas de juro e divisas. O seu objetivo de rentabilidade é mais de 4% ao ano com restrição para a volatilidade esperada abaixo de 5%”, assegura.

CarlaBergarecheNo próximo ano a Schroders espera algumas subidas de taxas por parte dos bancos centrais e uma paulatina retirada de estímulos que têm acompanhado a economia dos mercados desenvolvidos durante os últimos anos. No entanto, continuaremos num cenário de taxas relativamente baixas que, juntamente com a inflação ainda controlada,  obrigará os investidores a procurar fontes de rentabilidade mais além dos veículos tradicionais. Para Carla Bergarache, diretora geral da gestora para Portugal e Espanha, “um fundo de investimento multiativo, flexível, e que ofereça rendimentos periódicos pode ser uma solução adequada para enfrentar este cenário. Agora mesmo encontramo-nos num contexto relativamente favorável para o dólar, pelo que os mercados emergentes contam com a oportunidade de registar uma rentabilidade superior. O Schroder ISF Emerging Multi-Asset Income é um fundo que pretende gerar um rendimento entre cerca de 4% e cerca de 6% anuais, com uma volatilidade anualizada entre 8% e 16%. A carteira é composta fundamentalmente por títulos de ações, obrigações e ativos alternativos de países emergentes de todo o mundo ou de empresas com grande exposição a países emergentes. A equipa que gere o fundo, liderada por Aymeric Forest, conta com grande flexibilidade e liberdade para selecionar os ativos e títulos que apresentem as melhores oportunidades de geração de rendimentos periódicos, com o objetivo de tirar deles o melhor partido. No final de outubro de 2017, o fundo ofereceu um retorno de 16,3% desde o início do ano (classe A Acc USD).

JuanInfanteO fundo misto eleito por Juan Infante para investir no próximo ano é o UBS Strategy Funds, um produto incorporado na gama de fundos perfilados que se rege pela política de investimento, ou seja, que é gerido seguindo a visão da casa da UBS Wealth Management. “No total conta com cinco perfis de risco: Fixed Income, Yield/Balanced/Growth/Equity. O gestor do fundo combina títulos cuidadosamente selecionados provenientes de uma diversa combinação de países, sectores e empresas com o objetivo de aproveitar atrativas oportunidades de rendimento e, ao mesmo tempo, manter o controlo do risco”, explica o responsável da UBS Asset Management para Portugal e Espanha. Atualmente, da casa consideram que os argumentos que afirmam que as ações continuarão a superar em rentabilidade outras classes de ativos são contundentes e, por isso, mantêm-se subponderados em ações mundiais, com uma exposição moderada aos ativos de risco.

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