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O destaque da semana que passou


A semana passada iniciou-se com a publicação de dois dados que serviram para colocar um pouco mais de pressão sobre o BCE, com indicadores preliminares a apontarem para uma nova descida da inflação na maior economia da zona Euro, a Alemanha, claramente um sinal de antecipação de uma descida abaixo do esperado para a inflação do agregado da Zona Euro. Segundo o Eurostat, a estimativa preliminar da inflação para a Zona Euro desceu dos 0.7% em abril para os 0.5% em maio. Também o índice de encomendas á indústria ( índice PMI ) desacelerou mais que o esperado, para o valor mais baixo dos últimos seis meses.

O BCE prendeu todas as atenções do mercado na semana que passou, com Mario Draghi a descer taxas em 10 pontos básicos, cortando a Refi Rate para 0.15% ( de 0.25% ) e colocando a facilidade de depósito em terreno negativo pela primeira vez na história do BCE ( -0.10% ).

A parte mais importante do discurso do presidente do Banco Central Europeu foi dedicada á liquidez no sistema:
. O BCE suspendeu a esterlização do programa de compra de activos SMP, o que irá aumentar a liquidez no sistema em 164 mil milhões de Euros o que servirá para colocar pressão á baixa da taxa Eonia.

. Depois de alguns anos a fornecer liquidez ao sistema financeiro, o BCE avançou com novos LTRO, que visam levar o crédito a empresas e familias e não somente para fortalecer os balanços dos bancos tal como sucedido até agora. Um LTRO terá lugar em setembro 2014 com vencimento em 2018 e outro ocorrerá em dezembro 2014 ( não se sabendo, para já, mais detalhes ).
Irão ser ambos de 400 mil milhões de Euros e serão para bancos que comprovem que concedem créditos a PME's e a famílias, com os bancos a poderem solicitar até 7% da sua carteira credíticia.
Entre o pacote de medidas está incluído a preparação para a compra de títulos suportados por activos ( ABS ), cenário em que a Alemanha está contra e que servirá para reavivar um mercado que está parado desde 2007.

Depois de conhecida a bateria de medidas a serem adoptadas pelo BCE, os mercados de renda variável fixa voltaram a registar ganhos confimando a vontade do mercado em ouvir que o BCE vai passar á acção.

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