Tags: Negócio |

O destaque da semana que passou


No seguimento das afirmações de Mario Draghi que apontavam para a tomada de medidas por parte do BCE na sua reunião de 5 de junho, assim como de alguns comentários efectuados pelo conselheiro de Angela Merkel, Peter Bofinger, que defende que o BCE deve avançar para um programa QE assim como intervir para defender o Euro de uma sobrevalorização, a moeda única Europeia perdeu algum terreno, sendo cotado neste momento a 1.37 face ao Dolar Americano.

A ajudar ao movimento vendedor do Euro esteve a publicação do PIB da UEM, que mantendo-se em 0.2% ( era esperado 0.4% ) decepcionou o mercado e reforçou dúvidas sobre a sustentabilidade da recuperação económica Europeia. É natural que até á reunião do BCE o Euro esteja sob pressão vendedora face ás outras divisas do G10.

No mercado accionista o destaque vai para a decisão do governo Francês em aprovar uma nova lei que vai impedir estrangeiros de adquirirem empresas Francesas, numa altura em que a aquisição da Alstom por parte da GE ou da Siemens tem gerado muita polémica. A medida abrange sectores considerados estratégicos como a energia, a água, os transportes, a saúde, as telecomunicações e a defesa.
Realce ainda para as perdas significativas registadas pelos bancos nacionais, com enfoque no BES e no BCP, após ter sido noticiado que ambos preparam aumentos de capital para reforçar rácios.

Depois de várias sessões em que testou mínimos de antes da crise, as yields da dívida pública Portuguesa a 10 anos registaram uma subida, tal como dos restantes países periféricos.