O Brasil dá impulso aos melhores fundos de fixed income em 2016


Apesar de uma inversão do sentido da política monetária nos EUA no final de 2015, em grande parte das economias desenvolvidas o ano de 2016 foi marcado pelo tema das taxas negativas. No entanto, apesar do contexto teoricamente adverso, os mercados de obrigações voltaram a proprocionar taxas de retorno interessantes. 

Segundo dados da Morningstar Direct, as categorias que melhor comportamento evidenciaram no ano refletem exatamente uma subida na escala do risco, por parte dos investidores, no sentido de uma busca por retorno para as suas carteiras. Vemos então que três categorias de obrigações high yield foram as que melhor retorno apresentaram no ano, acima de 16% em euros, em termos médios. Outras categorias que ocupam o top 10 incluem obrigações indexadas à inflação e mercados emergentes. 

Melhores

Por outro lado, as categorias com pior retorno foram prejudicadas por um dos eventos políticos do ano, o brexit. Falamos de categorias que incluem fundos em libras, moeda cujo comportamento ao longo do ano foi negativo, com uma depreciação acelerada pela votação dos britânicos para a saída da União Europeia. Esse deverá ter sido o efeito dominante, considerando que, apesar de uma descida acentuada em meados do ano, a yield da gilt a 10 anos terminou 2016 sensivelmente ao mesmo nível com que começou o ano. 

Piores

Já a lista dos 20 fundos com maior retorno em euros é encabeçada por uma série de estratégias com um enfoque geográfico semelhante às campeãs por retorno no segmento equity, o Brasil. Mais uma vez, e considerando que falamos de retornos em euros, a valorização acentuada do real durante 2016, depois de se dissipar o grosso da incerteza política no país, deu o impulso que levou estes fundos a apresentar retornos de mais de 40% em euros no exercício que recentemente terminou. Adicionalmente, vimos ao longo do ano uma tendência de redução da perceção de risco por parte dos investidores relativamente ao brasil, patente na redução significativa da yield das obrigações e consequente subida do preço. Apesar de algumas estratégias de obrigações corporativas, high yield e de obrigações indexadas à inflação fazerem parte do top 20, o global é composto por fundos com um enfoque no brasil, américa latina ou mercados emergentes. 

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