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Número de participantes em OICVM atinge o valor mais alto desde setembro de 2011


2017 parece ter sido um ano movimentado no que diz respeito ao panorama de organismos de investimento coletivo em valores mobiliários. De acordo com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, para além do valor sob gestão ter registado um aumento de 27% no ano transato – o que corresponde a mais 2,4 mil milhões de euros, tendo o montante ascendido a 23.078 milhões de euros –, verificou-se a constituição de cinco novos fundos, a liquidação de onze e a fusão por incorporação de outros cinco produtos.

A categoria que mais contribuiu para esta variação positiva foi a categoria ‘outros fundos’, sendo que do lado oposto terminaram os fundos do mercado monetário, categoria que apresentou o decréscimo mais elevado. Segundo o relatório, “estas alterações resultam da alteração de tipologia de um fundo do mercado monetário, que foi convertido em fundo de investimento mobiliário (incluído na categoria ‘outros fundos’)”.

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Fonte: CMVM

As subscrições líquidas positivas, em particular as registadas pelos fundos de obrigações e pelos fundos de poupança reforma, são outro dos factores apontados pelo regulador para o aumento do valor gerido pelos OICVM, bem como “o efeito preço resultante das valorizações dos ativos incluídos nas suas carteiras”. Nota ainda para o facto dos fundos de poupança reforma serem a única categoria com subscrições líquidas positivas nos últimos três anos, enquanto que os fundos do mercado monetário registam um saldo negativo em igual período.

Número de participantes atinge o valor mais elevado desde 2011

No relatório consta, ainda, que o número de participantes em OICVM tem vindo a crescer significativamente nos últimos anos, tendo atingido o valor mais elevado desde setembro de 2011. Em média, cada participante detinha 11,9 mil euros em unidades de participação de OICVM no final do ano, sendo que o tipo de participante mais preponderante são as pessoas singulares, que representam quase nove em cada dez euros sob gestão dos OICVM, tendo um valor médio por participante de 10,6 mil euros.

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Fonte: CMVM

Nos fundos do mercado monetário e nos fundos flexíveis, por outro lado, registaram-se mais saídas do que entradas de participantes, tendo-se registado uma queda do valor médio por participante nos fundos do mercado monetário e de ações. Quanto à importância das companhias de seguros e das instituições de crédito, esta tem vindo a diminuir, sendo que no primeiro caso se verifica também um decréscimo do valor médio por participante. Já o valor médio detido pelos participantes nos fundos de pensões aumentou para 5,2 milhões de euros, “em virtude, sobretudo, da diminuição do número de participantes”, justifica o regulador.

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