Num mês de elevadas subscrições, a tecnologia continua na linha da frente


Em junho manteve-se a evolução positiva nos mercados acionistas após os mínimos atingidos em março. Talvez impulsionados por esta tendência ascendente, a esmagadora maioria dos clientes do Banco Best optou por subscrever fundos de ações. O único fundo multiativo entre os 10 mais subscritos é o Acatis Gané Value Event, um produto “com uma gestão muito simples que apenas investe em ações e obrigações, sem qualquer exposição via instrumentos derivados”, detalha Rui Castro Pacheco, diretor-adjunto da entidade.

No Banco Carregosa, o mês ficou marcado por um elevado número de subscrições. Tiago Gaspar, responsável pela Análise e Seleção de fundos da entidade explica que valor das subscrições de fundos de ações e o valor das subscrições de fundos obrigações foi idêntico. “Desta forma, diria que o sentimento de investimento está a retornar. Isto é, os investidores estão confortáveis em aplicar as suas poupanças de acordo com os seus objetivos de investimento”, comenta o profissional.

À semelhança do que temos visto nos últimos meses, os clientes ambas as entidades continuaram a procurar investir em tecnologia em junho. Segundo Rui Castro Pacheco, no Banco Best, entre os mais subscritos, registaram a presença de quatro fundos ligados a este temática: o BlackRock World Technology, o Franklin Technology, o JPMorgan US Technology e, mais especificamente vinculado ao tema da Inteligência Artificial, o fundo Allianz Global Artificial Intelligence.

Geografias

“Ao nível geográfico, tanto nos fundos acionistas como nos obrigacionistas, não é percetível uma preferência entre as economias desenvolvidas”, explica Tiago Gaspar. Contudo, o profissional acrescenta que “desde o início da recuperação do mercado acionista dos mínimos de março, as economias emergentes não têm sido a preferência dos investidores”. 

No que concerne o Banco Best, Rui Castro Pacheco conta que por um lado, “a Europa partilha as preferências com os fundos MFS European Value e Fidelity European Dynamic Growth ambos a apostar em empresas com potencial de crescimento, ainda que o fundo da MFS tenha uma grande atenção ao preço a pagar (valor) das posições que está a adquirir”. Por outro lado, “as preferências foram concentradas no Brown Advisory US Equity Growth, um fundo em que a equipa de gestão procura empresas com maior potencial de crescimento”, conclui o diretor-adjunto da entidade.

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