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“Num entorno de crescimento económico global com níveis de inflação abaixo do desejado, a classe de ações irá manter-se suportada”


2018 será o ano onde as dinâmicas de um crescimento económico global sincronizado provavelmente se irão consolidar.

A economia norte-americana deverá manter o ritmo de crescimento evidenciado em 2017, com uma expansão sustentada do consumo e alguma recuperação do investimento não residencial ainda que seja difícil antever como é que o significativo corte de impostos para as empresas irá afetar o investimento das mesmas.

Na Zona Euro é expectável a manutenção de um crescimento acima do nível potencial, impulsionado, sobretudo, pela procura interna. A forte criação de emprego que temos assistido nos últimos trimestres irá contribuir para a melhoria da situação financeira das famílias que também continuarão a contar com o suporte do Banco Central Europeu, que permanecerá cauteloso na remoção dos estímulos monetários em curso.

Na China a necessidade de proceder a alguma desalavancagem e redução do excesso de capacidade, sobretudo em empresas estatais, poderá contribuir para um crescimento mais moderado. Contudo estas medidas são absolutamente fundamentais para manter a China numa trajetória de crescimento mais sustentado com a iniciativa privada gradualmente a deter um papel mais importante na economia. Na Índia as reformas implementadas, sobretudo, no sector financeiro contribuirão para que o crédito possa afluir a mais sectores da economia e aumentar o PIB potencial do país.

No Japão, com o reforço eleitoral do primeiro-ministro Shinzo Abe, não esperamos grandes surpresas e acreditamos que a recuperação económica irá continuar suportada pelo consumo que continua a beneficiar da descida da taxa de desemprego com o consequente aumento do rendimento global da força laboral.

Num entorno de crescimento económico global com níveis de inflação abaixo do desejado para as principais economias do mundo, a classe de ações irá manter-se suportada. Em concreto, na nossa opinião, continuamos a acreditar que a bolsa europeia ainda não retirou totalmente proveito da boa componente macro, quiçá devido à valorização do euro; a bolsa japonesa permanece atrativa em termos de fundamentais. Sectorialmente alguma redução de capacidade por parte da China juntamente com alterações significativas em indústrias como a do automóvel, poderão tornar o sector das matérias-primas bastante apetecível, com apreciações do preço de commodities como o cobre, o aço e lítio. A expectativa de políticas monetárias menos acomodatícias também poderá contribuir positivamente para o desempenho do sector financeiro com destaque para os bancos que beneficiarão da melhoria da sua margem financeira.

A progressiva retirada de estímulos monetários por parte da FED e o BCE em 2018 continuarão a condicionar fortemente o mercado de obrigações. A melhoria geral das balanças de transacções correntes dos países emergentes juntamente com a manutenção de taxas de juro reias positivas poderá levar a algumas oportunidades no mercado de dívida emergente quer em hard currency quer em local currency ainda que se tenha que ter cautela com o ritmo de normalização da política monetária da FED.

Tal como o ano passado estamos em crer que os mercados voltarão a ser condicionados por eventos políticos, sem contudo, perder a sua direcionalidade. Contudo uma retórica mais protecionista que possa vir a traduzir-se em acordos comerciais menos abrangentes (hard-brexit; NAFTA) poderão refrear o crescimento económico. As eleições italianas, também poderão causar ruído ainda que no final não coloquem em causa a tendência de maior integração do projeto europeu liderado pela Alemanha e França.

Neste entorno de crescimento global sincronizado recomendaria o fundo BBVA Multi-Asset Moderate que possui uma lógica abrangente de classe de ativos e geografias tirando partido das melhores ideias e tendências da economia, através de uma gestão ativa com o uso de estratégias de instrumentos derivados e servindo-se de uma seleção criteriosa de fundos ativos e passivos disponibilizados pela reconhecida plataforma de quality funds do grupo BBVA.

O nosso objetivo para 2018 é de conseguir implementar com ligeireza o desafio MIFID II com a mesma satisfação como surfamos a nossa primeira onda.

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