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NB Subordinated Debt: uma solução de investimento para os investidores mais sofisticados


Foi já na reta final de 2019 que o grupo Novo Banco resolveu dar resposta, na forma de produto, àquela que é uma tendência que vinham a denotar no mercado. O mercado de dívida subordinada, contam da entidade à FundsPeople, foi merecendo uma “cada vez maior atenção por parte dos investidores”, já que é um segmento “maioritariamente dominado por emitentes financeiros, mas onde empresas de outros sectores também estão a aumentar a oferta e, por isso, o universo passível de investimento está em expansão”.

Foi neste contexto que nasceu o NB Suborninated Debt, fundo domiciliado no Luxemburgo e, portanto, oficialmente a cargo da GNB - International Management, mas com a “tutela” de dois profissionais nacionais. Manuel Aguiar é o gestor do fundo e simultaneamente o analista do sector financeiro, enquanto que a coordenação fica a cargo de João Zorro.

Dada a complexidade deste universo de investimento, “nem todos os investidores têm o know-how suficiente para os poder analisar corretamente e avaliar os seus riscos subjacentes”, alertam. É nesse sentido que entendem que “um fundo mútuo que explore este segmento pode ser apelativo para outros clientes institucionais e clientes privados sofisticados”.

Modelo quantitativo e qualitativo

Como já referido, o sector financeiro acaba por ser importante no mercado em causa e, por isso, o processo de investimento destina-lhe uma cobertura extensa, principalmente ao sector bancário. “Temos desenvolvido um modelo qualitativo e quantitativo de acompanhamento que nos permite avaliar as várias métricas de risco do sector e quantificar as várias camadas de proteção ao credor, que deste a crise financeira de 2008 e da crise da dívida soberana se tornaram mais complexas”, explicam.

Em 2014, altura em que se introduziu o novo regime de resolução e recuperação do sistema financeiro, denominado por BRRD (Bank Recovery and Resolution Directive), apareceu um paradigma dúbio. Se por um lado este regime introduzia “novidades que podem representar um risco acrescido de investimento”, por outro impunha-se, “ao mesmo tempo, um reforço do capital das instituições e maior grau de previsibilidade sobre o seu risco de crédito”. Ao investidor mais especializado, estes “novos instrumentos de dívida derivados deste novo regime”, contam, permitiu “tirar proveito do prémio” por eles oferecidos.

Foco no prémio

Paralelamente ao cuidado posto na análise financeira e aos diferentes estatutos da dívida emitida, a equipa gestora fala da importância de “ter processos de avaliação que incidam também sobre o prémio existente nestes instrumentos, que derivam do facto de serem estruturas complexas e, por causa disso, oferecerem uma relação risco/retorno menos explorada pelos investidores”. E aí reside o valor do produto: “É este prémio que procuramos explorar através das metodologias de análise em vigor”, comentam.

Lembrando a existência de “poucos fundos neste segmento”, a entidade acredita que o NB Suborninated Debt alarga a oferta da GNB IM, mas oferece também “outras alternativas de investimento à atual base de clientes e aumenta a oportunidade de chegar a novos clientes”.  O fundo que já ultrapassa os 16 milhões de euros de ativos sob gestão, está, de momento, apenas disponível para comercialização no mercado do Luxemburgo.

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