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Multireforma Ações é o fundo de pensões aberto mais rentável nos últimos doze meses


No final do mês de março, o fundo de pensões aberto mais rentável era o Multireforma Ações. Este é o fundo que se destaca no último relatório publicado pela Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) relativamente aos fundos de pensões abertos. Não podemos esquecer que a lista junta, apenas, os fundos cujas sociedades gestoras são associadas na APFIPP, com os resultados apresentados a serem brutos de impostos e a não considerarem as "comissões de subscrição e resgate, bem como outras comissões e encargos eventualmente suportados", segundo se lê no documento publicado pela Associação.

O Multireforma Ações faz parte do portefólio da GNB Gestão de Ativos e é gerido por Pedro Barata. Nos últimos doze meses regista ganhos de 12,9%, sendo o único produto da lista que supera a barreira dos 10% no período em questão. Segundo a ficha do produto, referente ao mês passado, o gestor destacava que foi a "exposição ao sector das utilities" que puxou pela rendibilidade do produto. Do lado oposto, o "sector das matérias" não deixou que o produto tivesse ganhos maiores. Em termos futuros, o gestor acredita que existem fortes razões, a curto prazo, para "estar construtivo no mercado de ações, devido à melhoria das expectativas de crescimento e de inflação". Ainda assim, o gestor refere que "o risco político subsiste e nos próximos meses, os resultados das eleições em França e Alemanha deverão ter um papel importante no desenrolar do andamento do mercado acionista europeu".

Na lista segue-se um fundo que é gerido pela Ocidental Pensões: o Horizonte Acções. Segundo os dados da Associação, o fundo registou no período em análise ganhos de 8,1% com o seu património, no final de março, a atingir cerca de 13,5 milhões de euros. Trata-se de um produto que se destina aos investidores com "apetência para o investimento em ativos de maior risco e potencial de valorização que ainda se encontram distantes da data de reforma", conforme revela o prospecto do produto. Atualmente, cerca de 57% da carteira está aplicada em ações, com as obrigações a representarem cerca de 36%.

Os restantes produtos da lista apresentam ganhos inferiores a 8%. O que fica mais perto desse patamar é gerido pela Futuro e denomina-se de Futuro XXI. Nos últimos doze meses atinge ganhos de 7,8%, com o seu património sob gestão a ficar perto de um milhão de euros. Logo depois vem o BBVA Multiactivo Moderado que é da responsabilidade da BBVA Fundos e que no período em análise atinge um incremento de 7.4%. Segundo o seu prospecto, o produto " tem como objetivo o crescimento do capital a médio/longo prazo, através de uma abordagem flexível dos investimentos, focada na diversificação e no controlo de risco, por meio de investimentos nos mercados globais obrigacionistas e acionistas". Assim, o "investimento no mercado acionista estará situado num intervalo entre 20% e 60% da exposição total da carteira de acordo com as expetativas da equipa de gestão". Entre os cinco mais rentáveis, este produto da BBVA Fundos era o maior, com um património superior a 18 milhões de euros.

A lista do cinco produtos mais rentáveis é completa com um produto da Real Vida Pensões: o Optimize Capital Pensões Acções. A sua rendibilidade, nos últimos doze meses, foi de 7% com o património a ficar acima de 1,4 milhões de euros.

 

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