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Mudanças urgentes que as gestoras devem assumir para sobreviver à revolução da indústria


As regras do jogo na indústria da gestão de ativos estão a ser reescritas. Face ao impulso que está a viver graças às mudanças demográficas e ao aumento da riqueza, há uma série de tendências compensatórias na procura de produto, a compressão das comissões e a nova regulação, factores que estão a criar novos desafios às gestoras.

Entre estas mudanças, da McKinsey&Company identificaram uma série de gestoras norte-americanas que estão a dar passos “valentes” para crescer de forma a “redefinirem o mercado”. “O preço está a ser utilizado como uma alavanca estratégica para atacar novos mercados, a inovação em produtos está a abrir novas categorias de procura, a tecnologia está a ser alavancada para acelerar o investimento core e as atividades de distribuição, os modelos de negócio verticalmente integrados estão a suportar novas propostas de valor para o cliente, e as aquisições estão a ser usadas para acelerar a construção de capacidades e potenciar a eficiência”, identificam os autores do estudo.

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O domínio do escalabilidade

A escalabilidade é a chave do novo jogo na gestão de ativos, mas, como recordam da consultora, “o tamanho não determina o destino”. “Aquelas empresas bilionárias que agem como uma coleção díspar de pequenas empresas não se posicionaram para o sucesso”, preveem. “As pequenas que escolheram o seu nicho, que selecionaram os partners corretos e alavancaram as suas competências estão no caminho vencedor”.

Na sua opinião, a capacidade de gerar escala vai ter ainda mais importância. Os intermediários retail estão a institucionalizar-se, à medida que os home offices têm um peso maior na seleção de gestores e na construção de carteiras. Os institucionais, por sua vez, são cada vez mais seletivos, preferindo formar menos mas melhores relações estratégicas.

A nova procura está a redefinir o clássico modelo das gestoras. O que antes era um modelo predominantemente vertical organizado em torno de classes de ativos e de funções bem definidos está a transformar-se horizontalmente para melhorar o alinhamento com as necessidades dos clientes, adaptar-se a oportunidades que caem entre as linhas da definição clássica de “classes de ativos” e aproveitar as novas capacidades que a tecnologia permite. Isto está a causar uma melhoria drástica da eficácia e eficiência de cada função na entidade.

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