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MS INVF US Dollar High Yield Bond Fund: Experiência profunda na gestão de high yield


A entidade gestora Morgan Stanley IM disponibilizou a seguinte informação acerca do fundo MS INVF US Dollar High Yield Bond Fund, classificado com o selo Consistente pela Funds People:

MS INVF US Dollar High Yield Bond Fund

1. Breve descrição do fundo

O Morgan Stanley Investment Funds (MS INVF) U.S. Dollar High Yield Bond Fund é um fundo obrigacionista orientado para o valor e ativo, que procura maximizar os retornos totais a partir de rendimentos e valorização de preço ao investir num portfolio diversificado de dívida emitida por corporações e emissores não relacionados com o governo. O fundo utiliza uma abordagem intensiva integrada com análises macro top-down e foca-se em créditos de média dimensão dentro do mercado de high yields norte-americano – definidas como empresas com obrigações totais de 150 milhões de dólares norte-americanos a 1.000 milhão de dólares norte-americanos.

2. Principais diferenças face a outros produtos do mercado

Acreditamos que os seguintes aspetos distinguem a nossa abordagem da dos nossos concorrentes, acrescentando valor à nossa proposta de investimento:

Enfoque na estratégia em emissores de média dimensão

O fundo investe no mercado de high yield norte-americano, com uma característica adicional que consideramos ser um dos fatores chave diferenciadores do nosso fundo: um enfoque especial em créditos de mercado dentro do mercado norte-americano. Os cupões mais elevados e as maturidades mais curtas dos emissores de média dimensão traduzem-se numa duração mais baixa, que é atrativa durante o período atual de risco macro e volatilidade das taxas. Os emissores de média dimensão ultrapassam normalmente o mercado mais vasto com uma volatilidade mais baixa, o que torna os perfis de risco/retorno das carteiras mais atrativos. As características do high yield de média dimensão são as seguintes:

  • Yields superiores
  • Cupões mais elevados
  • Maturidades mais baixas
  • Volatilidades mais baixas
  • Taxas de incumprimento de acordo com o mercado mais vasto

Experiência profunda na gestão de high yield

A MSIM tem um track record consistente na gestão de obrigações de high yield. Começámos a investir na classe de ativo em 1989 e lançámos a nossa estratégia dedicada European Currencies High Yield em 1998.

Impulsionámos as nossas capacidades de high yield com a nomeação de Richard Lindquist em 2011, como o Global Head dedicado de High Yield para a empresa. Richard tem um track record consagrado na indústria, com 36 anos de experiência em investimento. A nossa equipa é composta por profissionais de investimento com bastante experiência. Acreditamos que isto, juntamente com a nossa estrutura organizacional global, acrescenta valor à nossa proposta de investimento.

Os analistas de research com uma cobertura setorial dedicada

Exige-se à nossa equipa de crédito saber tudo sobre as empresas dentro dos seus setores. Alguns setores são maiores do que outros: ambos os gestores de carteiras e analistas de research realizam uma análise de crédito com cada analista/gestor de carteira que se concentra em 2 a 4 indústrias, focando o seu research em aproximadamente 40-60 empresas. Os nossos investidores sediados em Nova Iorque investigam emissores norte-americanos enquanto os nossos investidores sediados em Londres e Singapura realizam uma pesquisa em emissores que não são norte-americanos. Isto reflete a nossa abordagem global ao investimento de crédito onde comparamos créditos emitidos não só dentro da Europa, como também em todo o mundo. Os membros da equipa de Crédito definiram uma responsabilidade de indústria/setor global e fornecem contribuições essenciais para o processo de construção de carteiras regionais e globais.

Abordagem global e perspetiva

Acreditamos que a MSIM é uma das poucas gestoras que tem uma verdadeira capacidade de High Yield global, uma vez que somos capazes de tirar partido da nossa equipa de Crédito sediada em Nova Iorque, Londres e Singapura e capitaliza em valorização e má avaliação de preços em setores e geografias diferentes. Este processo permite-nos identificar os títulos valorizados mais atrativos nos mercados de high yield. Isto fornece aos investidores a oportunidade de uma diversificação melhorada e geração de alfa através de seleção de títulos.

Abordagem estruturada

O high yield é uma classe de ativo idiossincrática com um potencial para uma experiência de default elevado. Evitar defaults é essencial para uma outperformance. A nossa abordagem foca-se na geração de retornos através de uma seleção de títulos bottom-up, mas sobrepõem isso com um enquandramento de valorização e macro top-down para controlar o apetite pelo risco, em geral, e seleção de setores. Acreditamos que isto oferece aos clientes a melhor oportunidade de fornecer retornos ajustados à volatilidade atrativos em diferentes contextos de mercado. Acreditamos que a nossa abordagem estruturada ao research fundamental minimiza os defaults registados nas nossas carteiras.

Posicionamento ideal

Como uma gestora de ativos de média capitalização temos a profundidade e amplitude de recursos para fornecer aos nossos clientes opções desde estratégias altamente personalizadas a opções de fundo padronizadas. Somos grandes o suficiente para sermos capazes de cobrir o mercado de crédito com uma grande pormenorização para identificar as melhores oportunidades de investimento. Também temos o posicionamento ideal, em termos da nossa equipa de trading experiente, o que nos permite transacionar de forma eficaz tanto no mercado primário como secundário.

Personalização

Temos uma longa história de gerir contas segregadas em nome de clientes intermediários e institucionais, com um track record comprovado, apresentando soluções de gestão ativas que refletem oportunidades. Em contas segregadas apresentamos o nosso conhecimento de obrigações numa abordagem personalizada e baseada em soluções que otimiza a aplicação dos nossos recursos globais para os objetivos de investimento do cliente individual. A nossa equipa é centrada no cliente em todos os aspetos da relação.

O processo de investimento começa com uma compreensão dos objetivos únicos de retornos e risco de um cliente. Embora a informação especificada nas matrizes seja muito importante, em muitas situações, os fatores que aprendemos em debates com os nossos clientes podem ser igualmente ou mais críticos à nossa gestão da carteira. Consequentemente, vemos o estabelecimento de linhas fortes de comunicação com os nossos clientes como uma parte essencial do processo.

Dada a nossa vasta experiência, conhecimento e recursos significativos na gestão de obrigações, estamos confiantes que conseguiremos alcançar o objetivo do fundo e aguardamos uma oportunidade para debater esta proposta de investimento, juntamente com as suas exigências de mandato com mais detalhe.

3. Objetivo de investimento

Pretendemos ultrapassar o índice em 100-150 pontos base em média, durante um ciclo de mercado, bruto de fees. No geral, os retornos são normalmente gerados a partir dos seguintes recursos:

80-85% do retorno da carteira vem normalmente da seleção de títulos bottom-up.

15-20% do retorno da carteira vem normalmente da alocação a setores top-down.

4. Restrições de investimento:

Qualidade de emissores

As exposições individuais são normalmente limitadas a 2% e em relação à alocação máxima de qualidade de crédito abaixo do investment grade: 100%

Geográficas

O universo de investimento inclui os mercados de crédito corporativo norte-americano, canadiano, britânico e europeu. No geral, pelo menos 90% da carteira será normalmente investido em créditos norte-americanos.

Setoriais

Os setores de indústrias estão limitados geralmente a 3x a ponderação do índice para setores <5% do índice e 2x a ponderação do índice para setores >5% do índice, sujeito a um máximo de 25%.

5. Intervalos de duração

As estratégias da curva de yield e taxas de juro não são uma parte significativa do fundo. Na prática, o nosso posicionamento de duração resulta de uma seleção de títulos bottom-up em vez da implementação de uma sobreposição de derivados. O enfoque em títulos de média capitalização tende a resultar numa duração de carteira ligeiramente mais curta face ao benchmark, porque os títulos de média capitalização são emitidos frequentemente com maturidades mais curtas do que aquelas de emissores de high yield maiores.

6. Benchmark e tracking error

Benchmark:

O benchmark do fundo é o Bloomberg Barcalys U.S. High Yield Corporate Index (Bloomberg code: LF98).

Embora o fundo tenha um benchmark, não selecionamos títulos ao acompanhar esse benchmark. Utilizamos o benchmark para fins de diversificação ao limitar a alocação a setores e duração em comparação com o benchmark, bem como para comparação de desempenho. Temos tendência para encontrar valor em créditos de média capitalização norte-americanos.

Tracking error:

O fundo não é gerido a limites de risco absolutos ou relativos tais como o tracking error. No entanto, como parte do processo de gestão de carteiras, o tracking error é sempre monitorizado para cada conta. Utilizamos uma combinação de ferramentas quantitativas e qualitativas para compreender o tracking error esperado e histórico. O nosso tracking error esperado é cerca de 125 pontos base por ano.

7. Número de títulos e rotatividade

No dia 30 de abril 2018, o número de títulos e rotatividade era 261 e 39,20% respetivamente.

8. Política de risco

A gestão de risco e adesão às restrições de investimento são essenciais ao nosso processo de gestão de carteiras e é realizado aos níveis da empresa e carteiras diariamente. A equipa de investimento é, em última instância responsável pela monitorização das restrições de investimento. Ao fazê-lo, a equipa também é auxiliada por várias unidades independentes. Descrevemos abaixo o nosso quadro de gestão de risco.

Gestão de risco – nível da carteira

Quando construímos carteiras obrigacionistas, pretendemos estabelecer um perfil de risco consistente com as nossas expectativas de retornos para os nossos clientes. Para o fazer, identificámos medidas de risco específicas para cada dimensão de risco dentro das nossas carteiras de obrigações. Usamos estas medidas para estabelecer o perfil de risco desejado. Ao avaliar métricas chave de gestão de obrigações, tal como a sensibilidade dos spreads setoriais e de duração, desenvolvemos uma variedade de medidas de risco e modelos proprietários.

Identificámos e monitorizámos os seguintes riscos e definimos abaixo as técnicas e modelos específicos utilizados pela equipa:

  • Risco da curva de yield e taxas de juro (medida ou risco: duração; modelo: o nosso modelo de curva de yield tem sido desenvolvido in-house e permite-nos compreender as estimativas dos participantes do mercado incorporadas em preços de mercado e para determinar a nossa exposição à curva de yield, em concordância).
  • Risco de país (medida de risco: para determinar a nossa exposição a vários setores do mercado obrigacionista e o risco que vem de deter títulos não governamentais, olhamos para a duração do spread geral da carteira relativamente à do índice).
  • Risco de emissor (Medida de risco: para obrigações corporativas, avaliamos o risco de crédito ao focar em quatro fatores chave: Retorno no investimento; fluxo de receitas livre previsto, valor de mercado estimado de dívida, qualidade da gestão. Modelo: modelo estrutural fundamental).
  • Risco cambial (medida de risco: as divisas podem ser mais voláteis do que os preços das obrigações. Através do uso de derivados FX podemos separar a gestão cambial do resto da nossa decisão de investimento obrigacionista. Contudo, asseguramos que o montante ex-ante do risco resultante do perfil cambial dos nossos investimentos em obrigações é adequado ao risco que corremos da gestão de obrigações).
  • Risco de default (Medida de risco: o risco de default é monitorizado ao assegurar um portfolio diversificado com tamanhos de posições apropriados para minimizar o risco idiossincrático).
  • Risco de volatilidade de mercado (Medida de risco: o risco de tail da volatilidade de mercado é monitorizado usando medidas de risco tal como no tracking error).
  • Risco de liquidez (Medida de risco: o risco de liquidez é revisto constantemente como parte do processo de construção e manutenção da carteira).

Gestão de risco – nível da empresa

Há outras três áreas da empresa que partilham a responsabilidade por assegurar o cumprimento das matrizes de clientes: o departamento de Trading, o departamento de Compliance e a equipa de Análise e Risco Global (GRA). A carteira é monitorizada constantemente para assegurar o cumprimento das matrizes e políticas de investimento. A BlackRock Solutions Aladdin verifica todas as restrições quantificáveis e títulos restritos para cada conta, tanto antes como depois de uma transação. No modo pré-transação, os gestores de carteiras, traders e pessoal do compliance, são alertados de todas as vezes que uma transação proposta viola uma matriz de investimento e é-lhes exigido ter uma pessoa autorizada para rever a possível transação e anular a restrição, se apropriado.

O departamento de Compliance da MSIM usa ambos os processos manuais e automáticos para monitorizar as matrizes (pré e pós-transação) e assegura uma vigilância adequada das contas dos clientes. O departamento do Compliance monitoriza o cumprimento das matrizes de investimento diariamente. Todos os dias, o departamento do Compliance avalia os resultados pós-transação na Aladdin e contacta as equipas de investimento se algumas violações aconteceram. O departamento de Compliance também exige à equipa de investimento para se certificarem do seu cumprimento contínuo das matrizes de investimento trimestralmente. No caso de as matrizes do mandato forem violadas, a MSIM tem procedimentos de compliance para retificar a situação.

A equipa GRA realiza relatórios em profundidade para cada programa de investimento mensalmente, focando-se no tracking error, R-squared, Beta, Information Ratio, e exposições relativas e absolutas versus o benchmark. A equipa utiliza uma vasta gama de sistemas proprietários e baseados em fornecedores para realizar esta análise. A divulgação para cada estratégia de investimento está disponível para os gestores de carteiras, especialistas de produto, bem como gestão divisional e o comité de risco a nível da empresa.

A MSIM tem vários controlos internos para assegurar o cumprimento de todas as leis e regulamentações aplicáveis, fornece um serviço superior aos nossos clientes, e ajuda a salvaguardar o franchise e reputação da empresa para a integridade e excelência. Além das equipas supramencionadas, existem outras equipas que fornecem uma supervisão independente: Auditoria Interna, Legal, Operações Globais e Tecnologia de Gestão de Investimento.

9. Política de liquidez

O UCITS V requer gestores de ativos para ter um processo de gestão de risco de liquidez. Embora as normas de compliance tais como, a transferibilidade de títulos estejam em vigor para assegurar liquidez ao nível do instrumento, a MSIM tem vários controlos adicionais que monitorizam a liquidez da carteira. Estes controlos são monitorizados por investimentos, operações e gestão de risco.

O risco de liquidez é constantemente revisto como parte da construção da carteira e processo de manutenção. A Morgan Stanley Investment Management trata normalmente de títulos e instrumentos que não têm um mercado de trading público, stale priced securities, e títulos ao justo valor como sendo ilíquidos. Os gestores de carteiras irão informar o Comité de Valorização se algum título se tornar ilíquido. É realizado mensalmente um relatório de vigilância que contém todos os títulos ilíquidos em cada carteira e é circulado para a equipa de investimento para revisão e aprovação. Mensalmente, o Comité de Valorização revê a lista de investimentos ilíquidos e o valor de todos os investimentos ilíquidos em cada conta contra o limite de conta para tais títulos.

Para obrigações de high yield, implementámos um programa de risco de liquidez para mitigar a iliquidez e proteger o valor da carteira. Para minimizar o risco de liquidez, normalmente não investimos em emissões com menos de 150 milhões de dólares norte-americanos em obrigações. Além disso, não compramos geralmente mais de 20 por cento de qualquer emissão. Procuramos aumentar a liquidez ao trabalhar com uma variedade de brokers/dealers que fazem um mercado numa emissão em específico.

10. Cobertura cambial

As nossas carteiras não correm normalmente nenhum risco cambial, uma vez que todas as obrigações não denominadas em dólares norte-americanos são normalmente cobertas de volta para dólares norte-americanos. No geral, pelo menos 90% da carteira será investida em créditos norte-americanos.

11. Uso de derivados

O fundo faz um uso tático de derivados, incluindo: credit default swaps, forwards FX, swaps de taxas de juro, swaps de retornos totais e futuros de taxas de juro. Estes instrumentos são usados para cobertura, acesso ao mercado ou para fins de eficiência de carteiras. Não utilizamos derivados que incorporam alavancagem ou que introduzem riscos que não são, de outra forma, admissíveis dentro das matrizes do fundo.

Os instrumentos de derivados que usamos com mais frequência são os contratos de froward FX para gerir a exposição cambial. Na prática, tendemos a ser utilizadores raros de derivados nas nossas carteiras U.S. High Yield.

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