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MS INVF Global Brands Fund: Investimos em compounders de alta qualidade


A entidade gestora Morgan Stanley disponibilizou a seguinte informação sobre o fundo MS INVF Global Brands Fund, classificado com o selo Blockbuster pela Funds People:

1. Breve descrição do fundo

O Morgan Stanley Investment Funds (MS INVF) Global Brands Fund é um fundo concentrado de ações de alta qualidade que oferece uma abordagem diferente ao investimento em ações globais. A equipa procura franchises de elevada qualidade construídos em ativos dominantes, resistentes e intangíveis, que possuem uma baixa intensidade de capital e elevado poder de valorização. Isto implica investir em boas empresas que capitalizam nos seus ativos intangíveis para aumentar a riqueza de acionistas no longo prazo. A equipa segue um processo de investimento disciplinado baseado numa análise fundamental e seleção de ações bottom-up com ponderações por ações, indústrias e setores orientados por uma avaliação de qualidade de cada ação e características value. O resultado final é um portfolio concentrado com o objetivo de ganhar retornos absolutos atrativos com uma volatilidade menor no longo prazo do que outros mercados.

2. Principais diferenças face a produtos semelhantes no mercado

Abaixo, encontram-se as características únicas que ajuda o fundo a destacar-se face a produtos semelhantes nos mercados:

. Só investimos em compounders de alta qualidade.

Muito poucas empresas são compounders; procuramos empresas com as seguintes características essenciais financeiras:

- Dificuldade em duplicar os ativos intangíveis que protegem a duração do franchise

- Retorno elevado e sustentável em Operating Capital Employed (ROOCE)1 numa base não alavancada

- Margens brutas elevadas e intensidade de capital baixa

- Um fluxo de receitas recorrente 

- Potencial de crescimento orgânico

. A nossa disciplina de valor absoluto reduz ainda mais o universo.

Acreditamos que há um risco inerente em pagar a mais por uma ação de franchise de alta qualidade. Na nossa opinião, a forma mais precisa de medir o valor é numa base absoluta, em vez de uma base relativa. Usamos fluxos de caixa do acionista em vez de rendimentos de contas declarados como a nossa principal medida de avaliação.

. Os compounders têm de combinar franchises fortes com uma gestão de qualidade

Acreditamos que é crucial investir em empresas cuja gestão demonstrou uma história de uso disciplinado e eficiente de fluxo de caixa do acionista. Aquando da avaliação da qualidade de uma equipa de gestão, procuramos provas de uma alocação de capital disciplinada e práticas de distribuição bem como remuneração ou políticas de incentivo alinhadas com os acionistas.

. Gerimos os riscos que interessam.

Os compounders, por outras palavras, bem geridos, retornos elevados em empresas de capital investidas, tendem a ouperform em todos os ciclos de mercado e são menos vulneráveis à volatilidade económica. Os índices, na nossa perspetiva, são inerentemente arriscados. Assim, procuramos minimizar a perda de capital em vez de tracking error ao nos focarmos na resiliência do franchise, em qualquer deterioração na qualidade de gestão, na saúde financeira da empresa e não pagar a mais pelos títulos da carteira.

. Somos investidores pacientes.

O nosso horizonte de investimento a longo prazo permite a estas empresas capitalizarem nas suas características financeiras, alavancar os seus ativos intangíveis bem geridos e elaborar uma riqueza de acionista ao longo do tempo. A rotatividade média anual da estratégia tem sido aproximadamente de 20-25% desde o seu lançamento em 1996.

. Perder dinheiro é pior do que perder a oportunidade de o fazer.

O nosso objetivo é elaborar riqueza para o acionista a uma taxa superior ao longo do longo prazo, e a preservação de capital é essencial para a capacidade de constituir dinheiro ao longo do tempo. Devido aos critérios específicos de investimento e da forma disciplinada nos quais são aplicados, a estratégia Global Franchise oferece um desempenho e características de risco fortemente diferenciadas comparadas a muitos dos seus peers de ações globais. Desde o seu lançamento em 1996, o Global Franchise Strategy Composite originou:

- Uma outperformance dos retornos do benchmark em 1,3,5,10 anos e desde o seu lançamento2

- Baixa volatilidade de retornos durante o longo prazo comparada aos dos benchmarks tradicionais

. A nossa equipa é experiente.

Por fim, acreditamos que a nossa equipa dedicada e experiente de nove investidores contribui com uma vantagem competitiva em si mesma. Os anos que a equipa trabalhou junta, as análises de cultura e críticas e a variedade de experiência nos setores informa a nossa seleção de ações de franchise. Estamos todos focados no mesmo objetivo em identificar franchises globais de alta qualidade para o portfolio.

3. Objetivos de investimento

Retorno esperado

O fundo procura gerar retornos atrativos a longo-prazo ao investir em franchises de alta qualidade caracterizados por ativos intangíveis dominantes, elevadas barreiras à entrada e uma forte geração de fluxos de caixa acionista. Para alcançar este objetivo, o processo de investimento foca-se em minimizar os riscos absolutos associados aos títulos da carteira – franchise, gestão, riscos financeiros e de valorização.

Objetivo de risco

O fundo não procura abordar ou minimizar a volatilidade de curto-prazo relativamente ao seu benchmark, nem tentamos gerir a carteira para cumprir alguma meta de tracking error. Acreditamos que os próprios índices são inerentemente arriscados e a nossa estratégia ultrapassou historicamente alguns benchmarks como o MSCI Index durante ciclos completos de mercado com menos volatilidade absoluta.

4. Abordagem de investimento

O fundo é ativamente gerido, utilizando uma abordagem bottom-up para a construção de carteira que é orientada por uma pesquisa qualitativa fundamental e análise financeira, que leva a um portfolio concentrado de empresas de alta qualidade.

5. Restrições de investimento

-Por posição

As ponderações de títulos individuais são orientadas pela convicção da equipa, no caso do investimento de ações e nos casos de valorização. No entanto, as posições de ações individuais são limitadas a não mais de 10% do portfolio.

-Geográficas

As ponderações por países são apenas um produto do nosso processo de seleção de ações bottom-up.

É importante realçar que as ponderações por países da carteira refletem o domicílio do país de uma empresa, e acreditamos que o sítio onde a empresa negoceia é mais importante do que a localização da sua sede.

-Setoriais

As ponderações por setor e indústria são apenas um reflexo do nosso processo de seleção de ações bottom-up. Embora não haja limites nas ponderações por setores relativos ao benchmark, indústria (GICS sub setor) as ponderações são restritas normalmente a 25% da carteira total.

6. Benchmark e tracking error

Benchmark

Embora sejamos agnósticos ao benchmark, o benchmark oficial do fundo é o MSCIWorld (Net) Index. Consideramos que este benchmark reflete largamente o universo de investimento do fundo. Como investidores bottom-up puros, não tomamos decisões de investimento da carteira relativas ao benchmark ou usamo-lo como uma ferramenta de construção da carteira. Contudo, medimos o desempenho da estratégia contra o MSCI World Index durante ciclos de mercado completos.

Tracking error

O fundo não pretende abordar ou minimizar a volatilidade de curto prazo relativa ao seu benchmark, nem tentamos gerir o portfolio para cumprir qualquer tipo de meta específica de tracking error. Tal como anteriormente descrito, acreditamos que os próprios índices são inerentemente arriscados e prevemos que a estratégia ultrapasse largamente benchmarks como o MSCI World Index durante ciclos de mercado completos com menos volatilidade absoluta.

7. Número de títulos e rotatividade

O número de títulos vai dos 20 aos 40 e normalmente menos de 30. No dia 30 de abril de 2018, o número de títulos e da rotatividade era de 27 e 26,6%, respetivamente.

8. Política de risco

Gerir os riscos que interessam

Os compounders de alta qualidade que procuramos i.e., bem geridos, retornos elevados em empresas de capital investida, tendem a outperform ao longo dos ciclos de mercado e são menos vulneráveis à volatilidade económica, enquanto os índices, na nossa perspetiva, são inerentemente arriscados. Assim, procuramos minimizar a perda de capital em vez de tracking error, e de nos focarmos na resiliência do franchise, qualquer deterioração na qualidade de gestão, a saúde financeira da empresa e não pagar a mais pelos títulos na carteira.

A tabela abaixo demonstra os riscos absolutos que temos como alvo

1f

A equipa de investimento é responsável pela gestão de risco e a responsabilidade máxima jaz no líder da equipa, William Lock.

Além disso, a MSIM tem várias unidades independentes que desempenham funções de gestão de risco.

Equipa de análise e risco global

A MSIM tem uma equipa de análise e risco global independente (GRA) que mede e reporta sobre o risco. A equipa realiza mensalmente, relatórios profundos para cada programa de investimento, focando-se no tracking error, R-squared, beta, rácio de informação e exposições relativas e absolutas versus o benchmark. A equipa usa uma gama de sistemas proprietários baseados no fornecedor para conduzir esta análise. Um relatório para cada estratégia de investimento é fornecido aos gestores de carteiras bem como aos Comités de Gestão de Divisão e de Risco a Nível da Empresa, que é usado pela equipa para compreender melhor as fontes do risco.

Cumprimento

Os gestores de carteiras da MSIM são responsáveis por assegurar o cumprimento das matrizes, políticas e restrições de clientes. Os gestores de carteiras são ajudados nesta tarefa por um motor automatizado de cumprimento de pré-transação chamado Sentinel.

O Sentinel é um motor de verificação de cumprimento das matrizes de pré-transação que trabalha em conjunto com o sistema de geração de pedidos da MSIM, Phoenix. Quando um gestor de carteiras cria um bilhete de pedidos no Phoenix, os detalhes da transação passam pelo Sentinel e são verificados contra as matrizes e restrições, antes do pedido ser feito com um corretor para a execução. Qualquer caso de não cumprimento é devolvido ao gestor de carteira através do Phoenix. Os gestores ou resolvem casos de não cumprimento ou chamam a atenção do Compliance (dependendo da natureza do incidente da matriz) para que uma ação corretiva seja tomada.

O departamento de Compliance monitoriza o cumprimento das matrizes de investimento do cliente diariamente. A ferramenta principal de monitorização usada é um relatório diário pós-transação do Sentinel. Este relatório usa as posições e os preços do fim do dia e informa o departamento de Compliance de possíveis violações de matrizes devido aos movimentos de mercado (lacunas passivas). Todas as lacunas ativas terão sido identificadas na pré-transação, tal como descrito acima.

Comité de Gestão de Risco

Para proteger contra o risco desconhecido, a MSIM tem um Comité de Gestão de Risco (abrangendo representantes de grupos funcionais diferentes na empresa). O comité encontra-se todos os meses e é nomeado pelo Comité de Risco a Nível de Empresa da Morgan Stanley para auxiliar na supervisão da gestão de risco da MSIM. A supervisão inclui:

. Fornecer um fórum regular para representantes de grupos funcionais diferentes na MSIM para identificar a debater questões de risco essenciais e para recomendar a ações de gestão senior necessárias para gerir o nível de risco tomado nas atividades da área de negócio.

. Estabelecer medidas que implementa as medidas de risco aplicadas pela empresa, monitorização, políticas e medidas de gestão para a MSIM.

. Avaliar, regularmente, os incidentes de risco operacionais da MSIM e a eficácia da sua medida de risco, monitorização, políticas e medidas de gestão e controlos relacionados.

A equipa de investimento recebe relatórios regulares da GRA, que fornece transparência nas exposições da carteira.

9. Política de liquidez

Monitorizamos de perto e regularmente a liquidez e consideramo-la no contexto da capacidade do fundo. Nomes mais pequenos tendem a abranger menos de 10% do fundo. Não há um período de fecho, nem restrições de liquidez específicas para o Global Brands Fund.

10. Cobertura cambial

Podemos utilizar forwards cambiais para cobrir uma exposição cambial para apenas fins defensivos mas não utilizamos outros derivados no fundo. Mais concretamente, não utilizamos calls, puts, convertíveis, mandatos ou futuros.

As matrizes de política permitem normalmente a cobertura até 25% do portfolio. Como referido, podemos implementar coberturas cambiais apenas para fins defensivos. Em veículos misturados e onde as matrizes de clientes segregadas permitem, podemos usar forwards cambiais para evitar exposição a moedas que acreditamos ser sobrevalorizadas quando a seleção de ações leva a uma posição sobreponderada nessa moeda. Consequentemente, podemos utilizar cobertura cambial para reduzir riscos relativos, não para melhorar os retornos. Atualmente, não fazemos cobertura cambial no portfolio.

11. Uso de derivados

Tal como supramencionado, podemos utilizar forwards cambiais para fazer a cobertura de exposição cambial apenas para fins defensivos.

Não utilizamos outros derivados no nosso fundo. Mais concretamente, não utilizamos calls, puts, convertíveis, mandatos e futuros.

 

1ROOCE (Return on Operating Capital Employed) = Ebita (Earnings Before Interest, Taxes and Amortization) / PPE (Property, Plant, Equipment) + Trade working capital (excludes goodwill). Ex- Financials. 
2As of March 31, 2018, gross of fees and in USD.
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