Movimento de rotação das carteiras não define uma tendência


Durante o mês de Março e em fecho do primeiro trimestre do ano, o ‘top tem’ dos fundos menos subscritos não segue uma tendência clara. Segundo Isabel Soares, do Banco BiG “relativamente aos resgates, não existe uma tendência clara ou continuada em termos de fundos que sofreram maiores ‘outflows’”. Rui Castro Pacheco, do Banco Best, destacou os “resgates nas chamadas moedas alternativas ao euro e em fundos de obrigações mais conservadores, confirmando que os investidores estão a procurar novas oportunidades face a fundos com um perfil de menor risco e menor retorno potencial. Ainda que se tenha assistido a alguma volatilidade acrescida na Europa, face ao tema Chipre, o facto é que os mercados accionistas continuaram com um bom desempenho e os EUA chegaram mesmo a novos níveis máximos”. Por último, no ActivoBank, e no que diz respeito aos resgates, “tivemos alguma diversificação, não existindo verdadeiramente uma tendência definida”, salienta a Direcção de Marketing da entidade. De facto, a heterogeneidade de fundos que registaram saídas foi tanto ao nível de entidade gestora, como de região de investimento ou estratégia.

Quanto a razões para esta não definição do movimento de rotação das carteiras, embora tenha sido notória a tomada de posições em activos de maior risco durante o primeiro trimestre do ano, Isabel Soares refere que “na sua generalidade, os maiores movimentos centram-se em fundos com alguma direccionalidade e focados em sectores ou áreas geográficas bastante específicas, o que pode evidenciar um movimento de tomada de mais- valias por alguns investidores”. Por outro lado, Rui Pacheco conclui dizendo que “não notámos alterações no comportamento dos investidores, mas sim a confirmação de que assistimos a um trimestre de rotação de investimentos para activos com maior risco… não é um movimento de ruptura e rápido, mas é claramente uma rotação feita com “tranquilidade” e dispersa no tempo”.

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