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Moody’s diz que recuo na TSU é o “mais sério revés” do Governo


“Esta última reviravolta no programa de reforma de Portugal é o mais sério revés do Governo até agora, naquele que tem sido um histórico sólido de conformidade com a condições da Troika para a ajuda financeira”, refere a Moody’s, numa nota assinada por Kristin Lindow, analista e vice-presidente sénior da agência de notação de crédito, e por Pamela Reys Herrera, analista.

O facto de o primeiro ministro Pedro Passos Coelho ter voltado atrás no aumento da contribuição dos trabalhadores para a Segurança Social “deverá encorajar a oposição ao programa de reforma e criar a expectativa que os protestos podem voltar a ser bem sucedidos”, refere. Estes protestos e greves, acrescenta, “que têm sido residuais, seriam penalizadoras para a economia em resultado da queda de produção. E manifestações mais frequentes prejudicariam a confiança do mercado, que tem estado a melhorar”.

Considerando este revés negativo para a classificação de crédito, a Kristin Lindow salienta ainda que “cria também incerteza acerca do que o governo irá propor em alternativa, quando apresentar o Orçamento para 2013 a meio de Outubro e antes da Troika rever o programa no final do mês”.

Entretanto, os analistas da Moody’s na mesma nota esperam que “seja anunciada rapidamente uma lista de novas medidas” e acrescentam que, “a maioria destes novos ajustamentos deverá vir através de medidas de aumento da receita”, lembrando a decisão do Tribunal Constitucional que forçou o Governo a abandonar o corte salarial para os funcionários públicos em 2013, a não ser que essa mesma redução fosse aplicada a todos os trabalhadores do país.

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