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MFS Meridian Global Total Return: filosofia, estratégia e posicionamento do fundo


O MFS Meridian Global Total Return é um fundo misto que investe cerca de 60% em ações globais e os restantes 40% em obrigações com grau de investimento. Embora seja gerido por Steven Gorham e Jonathan Sage, podemos encontrar também na equipa, por exemplo, Richard Hawkins e Robert Persons (na imagem). A maioria dos gestores tem cerca de 20 anos de experiência no sector. O fundo mantem um enviesamento conservador em relação aos fundos da sua categoria. Este conservadorismo é evidente na aposta em empresas globais de grande capitalização e de alta qualidade e por um investimento predominante em dívida com grau de investimento. O segmento reservado ao mercado de obrigações é utilizado, basicamente, como uma maneira de mitigar a volatilidade da ações e não com o fim de conseguir um grande cupão. É por esse motivo que apenas têm obrigações com grau de investimento, principalmente dívida soberana, e não high yield.

Os gestores da MFS Investment Management mostram-se convencidos de que manter um foco 60/40 é o equilíbrio perfeito entre ações e obrigações. Nas ações, a equipa segue um estilo bottom up, concentrando os seus investimentos em empresas de grande capitalização que considera subvalorizadas. Na hora de procurar empresas de qualidade, procuram ações com determinadas características: empresas sustentáveis e duradouras no tempo, com elevados fluxos de caixa, balanços fortes e saudáveis e ainda uma boa equipa de gestão. O beta é de cerca de 0,9 com uma volatilidade de 7%.

Em relação à parte das obrigações, os gestores têm um foco top down para a seleção de países e divisas, que procura gerar alfa através da seleção de valores bottom-up. No momentos, a duração da carteira na parte das obrigações é de 7,7 anos.

No que diz respeito à ações, o objetivo da equipa de gestão é obter rendimentos superiores ao MSCI World Index durante o ciclo de mercado e com uma menor volatilidade. Na questão das obrigações, o objetivo é obter uma rendibilidade superior à do Barclays Global Aggregate Bond Index, já que utiliza o ativo como redutor de volatilidade da carteira na sua totalidade. Desde do seu lançamento em 1998, a classe A2USD teve uma queda máxima de 30,11%, que ocorreu entre novembro de 2008 e fevereiro de 2009. O resultado é melhor em seis pontos que o índice de referência no mesmo período (-36,4%).

O fundo pode utilizar derivados para se proteger contra o risco ou com o objetivo de ter rendimentos através desses ativos, podendo aumentar ou reduzir a exposição a um mercado, a um segmento concreto ou a uma empresa específica, assim como para gerir taxas de juro, a exposição a moeda ou como alternativa a um investimento direto. Na parte das ações não usam normalmente derivados com o fim de obter uma rendibilidade. Na parte de obrigações, a estratégia pode utilizar ocasionalmente derivados para gerir a posição da carteira e a sua exposição ao mercado. Contudo, o fundo não utiliza derivados como fonte principal para alcançar os objetivos de investimento do mesmo.

A parte das ações pode estar totalmente investida, encontrando-se os níveis de líquidez, normalmente, entre os 0% e os 5%. Nas obrigações, o nível de líquidez é o resultado das saídas e entradas de ativos no fundo. No entanto, a gestão pode utilizar liquidez como uma alternativa para obter exposição na curva de yields na parte de obrigações do fundo. “Por exemplo, num período onde há um aumento das taxas de curto prazo e, por sua vez, as taxas de longo prazo estão estáveis, podemos utilizar a estratégia “barbell”, que consiste em ter uma parte em liquidez assim como obrigações de longa duração. “Em algumas ocasiões, temos cerca de 20% do total em fixed income na carteira de liquidez, o que faz que no total do património, 8% esteja aloccado a instrumentos de curta duração, como estratégia de gestão no segmento de obrigações”, explicam os responsáveis.

Nos últimos cinco anos, o fundo gerou uma rendibilidade anualizada de 11,5%, face aos 7,2% da média da sua categoria, o que permitiu situar-se no primeiro percentil.

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