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Mês a mês, como reagiram os investidores em ações globais às surpresas de 2018


Uma montanha russa de altos e baixos será, quiçá, a melhor metáfora para caracterizar o comportamento dos mercados de ações globais em 2018. Usando como referência o índice MSCI World, em dólares, depois de uma rápida correção em fevereiro, 2018 foi tudo menos positivo para os adeptos do "sell in may and go away". O mercado subiu devagar e consistentemente até setembro, mês após o qual o índice MSCI World despencou e passou a perna aos adeptos do "buy the dip" que viram em dezembro um dos piores meses da história para os mercados de ações globais.

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Já os investidores em fundos nacionais, mostraram atitudes muito distintas perante os diferentes momentos do mercado. Como se pode observar nos valores das captações líquidas mensais dos fundos de ações globais domiciliados em Portugal, a reação ao sell-off de fevereiro foi positiva, mas contida. Por outro lado, a partir do início do verão as subscrições líquidas mostraram um crescimento avassalador, acumulando em agosto e setembro quase 20 milhões de euros.

Vindo o sell-off de outubro, o que as captações líquidas mensais nos mostram é que, aparentemente, os investidores desligaram do pânico do mercado e aproveitaram a oportunidade para reforçar o investimento em ações globais. Muito embora tenha sido penalizados no anti-rally do Pai Natal, desde o início do ano o mercado encetou uma recuperação em V que rapidamente o posicionou a níveis de novembro.

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De realçar, contudo, que esta categoria é composta, em Portugal, por apenas quatro produtos de investimento - Caixagest Ações Líderes Globais, NB Momentum, IMGA Global Equities Selection e Montepio Acções Internacionais - e que o fundo da Caixagest absorveu, no ano, cerca de 98% das captações líquidas da categoria. No entanto, a análise das captações dos fundos de ações globais nacionais mais pequenos (ou seja exetuando o Caixagest Ações Líderes Globais) mostra uma evolução ao longo do ano que não difere em muito da tendência global. Destaca-se aqui o mês de junho em que a categoria (execepto o fundo da Caixagest) recebeu mais de um milhão de euros em captações líquidas, mas a aversão ao risco depois da correção de fevereiro e o apetite pelo risco desde maio a novembro estão igualmente patentes. 

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