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Merian Global Investors: “Queremos ser uma empresa líder na gestão de ativos especializada”


Embora com um novo nome, a antiga Old Mutual Global Investors e agora redenominada de Merian Global Investors, continua a ser a mesma empresa, com os mesmos valores, e com o mesmo negócio em curso. Foi precisamente essa a ideia que Warren Tonkinson, managing director da entidade, trouxe a Lisboa no passado dia 11 de outubro, aquando da apresentação do Markets Global Forum da empresa.

“Este processo de mudança na entidade consistiu num buy out por parte da antiga Old Mutual Global Investors. Tratou-se de um processo ligeiramente distinto na forma como foi estruturado, porque toda as infraestruturas e equipas de investimento continuaram na empresa, à exceção da equipa de multi-asset que permaneceu sob a marca Old Mutual. Tratam-se dos mesmos gestores de fundos, a mesma plataforma operacional, etc. Contudo, é de facto uma nova marca, mas são muitas as coisas que continuam iguais, nomeadamente a nossa visão. Queremos ser uma empresa líder na gestão de ativos especializada, nas áreas em que operamos”, começou por dizer o especialista.

A conferência contou, portanto, com diversas apresentações de especialistas da casa, tendo ficado reservado para o final um debate que abordou diversos temas. Vejamos algumas dessas questões e respostas:

Temos vivido tempos um pouco estranhos em termos políticos: o Brexit, o errático comportamento de Trump... Olhando para os cinco/seis meses atrás, é possível perceber como é que o comportamento dos investidores se tem guiado pela agenda política?

Justin Wells, strategist, global equities – A verdade é que para encontrarmos um ambiente de mercado semelhante a este temos de recuar à altura que se seguiu à queda do muro de Berlim, nomeadamente um contexto em que nos mercados de ações desenvolvidos, globalmente falando, se via este nível de incerteza e de instabilidade. Temos assistido, claramente, a um bloco de aversão ao risco, e isso é totalmente ‘across the board’, manifestando-se em diferentes alturas durante o ano. Os Estados Unidos foram a primeira região a mover-se realmente para um terreno de risk-off, em parte por causa da situação política. Tendemos a olhar para esta situação modelando-a como uma influência implícita do ambiente de mercado, mas obviamente que existem outros factores por detrás. 

O Rob James tem vindo a olhar para a estrutura de capital de vários bancos e instituições financeiras durante os últimos anos. A crise global financeira parece, de certa forma, que já foi há algum tempo atrás, mas, ainda assim, continua muito presente na mente das pessoas. Vê como provável que isto possa voltar a acontecer?

Rob James, gestor do fundo Old Mutual Financials Contingent Capital- Nunca podemos dizer nunca. Mas, se olharmos para os balanços dos bancos atualmente, vemos que as posições existentes hoje em dia são bastante diferentes do que eram. Se voltarmos a 2007/2008, a maioria dos ativos que os bancos detinham eram estruturados. A estabilidade financeira do sistema é hoje em dia muito diferente, e muito mais elevada. 

Mark Nash, head of fixed income e gestor do fundo Strategic Absolute Return Bond - Desde a crise financeira claro que muita dívida tem sido criada, mas desde essa altura que os bancos não têm sido os providers dessa dívida; eles têm de facto passado por um processo de deleveraging por causa do processo pelo qual passaram. Acredito que os mercados de capitais tiveram um papel mais predominante em providenciar esta dívida para as economias globais.

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