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Mercer considera que “não acção” das empresas pode ser contraproducente


A actual situação do país coloca desafios à implementação de planos de pensões de contribuição definida por parte das empresas, mas, refere a Mercer Portugal, existem alternativas no desenho destes produtos e a “não acção” pode ser contraproducente.

“O actual enquadramento económico coloca desafios interessantes quer às empresas quer aos colaboradores”, sendo que, “por um lado, é muitas vezes exigida a redução ou pelo menos o não aumento de custos, o que não torna à primeira vista interessante a implementação de um plano de pensões, mas por outro lado é expectável que a tendência de decréscimo das pensões da Segurança Social se verifique e que a idade da reforma aumente”, referiu a Mercer, à Funds People Portugal.

A considerar também nesta equação, salienta, são as possíveis consequência para a empresa pelo facto de não dar resposta a esta redução no primeiro pilar. “Pode ser contraproducente a “não acção” porque, mais tarde ou mais cedo, poderá criar situações de retenção não desejada da força de trabalho para além da idade normal da reforma”; isto porque, refere, em Portugal, e de acordo com a legislação actual, “os colaboradores podem, por sua decisão, manter-se no activo após os 65 anos”.

Face a estes desafios, a Mercer, que elaborou recentemente um estudo sobre plano de contribuição definida em Portugal onde analisou os de 90 empresas, considera que o caminho passa por encontrar alternativas adequadas ao perfil de cada empresa e dá exemplos.

Uma das alternativas “será a de desenhar um plano de pensões tendo em conta que tal benefício pode ter eficiência fiscal quer para a empresa quer para o colaborador, podendo por isso reduzir os custos de atribuição quando comparado com a atribuição de outras componentes da compensação total”.

Outras das alternativas, adianta, é a de a empresa “facilitar a contratação de um ou mais veículos para que o colaborador possa, voluntariamente, efectuar contribuições para a constituição da sua reforma”.

O ‘survey’ realizado para Portugal “permite às empresas ter conhecimento das características tipo dos planos de pensões de contribuição definida das 90 empresas analisadas e, com esta informação, disponibilizar mais elementos para avaliar o seu actual plano ou para definir as regras de um novo plano”, refere ainda.

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