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Mercados nórdicos: uma alternativa valiosa em períodos de baixas taxas de juro


(TRIBUNA de Mikko Ripatti, senior client portfolio manager na DNB Asset Management. Comentário patrocinado pela DNB Asset Management.)

A Escandinávia convence através da sustentabilidade, inovação e um elevado grau de estabilidade. Isto também está refletido nos mercados financeiros.

As taxas de juro globais estão numa espiral descendente. Se até recentemente o consenso era que não podiam descer abaixo de zero, as taxas de juro negativas são agora a nova norma. Ao mesmo tempo, os investidores estão a fazer questões tais como: se a recessão chegar, somos ameaçados por descidas de ratings? O que vai acontecer ao conflito no comércio mundial no futuro? 

Procuram-se portos-seguros para enfrentar este cenário. As oportunidades associadas com baixo risco são encontradas, por exemplo, na Escandinávia. Apesar da Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia também estarem correlacionadas com o resto do mundo, têm algumas características especiais, como o elevado crescimento económico per capita, sistemas políticos estáveis e baixa dívida soberana.

Além disso, os países também marcam pontos ao nível da high-tech. A Noruega está na linha da frente em relação a muitos países no que toca aos pagamentos cashless. Em nenhum outro lugar da Europa as pessoas usam tão poucas notas e moedas. Por fim, mas não menos importante, há anos que os países escandinavos têm liderado o World Happiness Ranking.

Desde o início da crise de dívida europeia que estes mercados se tornaram ainda mais atrativos como alvos de investimento, já que países com baixos rácios de dívida, grandes reservas de dinheiro estrangeiro e ratings triplo-A estáveis como a Noruega são raros. Apesar das baixas probabilidades de default, o norte oferece o acesso a yields acima da média em tempos de baixas taxas de juro graças aos spreads de crédito mais elevados. Dado este contexto, as obrigações high-yield nórdicas representam uma oportunidade promissora para gerar retornos acima da média.

O importante papel do preço do petróleo nestes mercados é óbvio. A Noruega, em particular, sentiu os efeitos da queda no preço do ouro negro para mínimos em fevereiro de 2016. Um renovado alargamento dos spreads no setor do petróleo foi registado recentemente. Contudo, dada a melhor diversificação do setor, é improvável que tenha um impacto significativo no nível geral dos spreads nórdicos. Os sectores do petróleo e do gás atualmente representam apenas 8% das novas emissões de obrigações. Como forma de comparação, há cinco anos, uma em cada cinco obrigações foi emitida neste setor. Ao mesmo tempo, as emissões de um elevado número de empresas de outros sectores continuaram a crescer, resultando numa muito melhor diversificação do mercado. No decorrer da década passada, o mercado de high yield nórdico quadruplicou e a exposição ao setor é agora é semelhante ao benchmark de high yield global.

O retorno anual desde o lançamento do DNB Fund High Yield (em novembro de 2015) é de 7% em coroas norueguesas após custos. Tendo em conta os custos de hedging, isto corresponde a entre 500 e 550 pontos base numa base euro. Isto compensa os investidores pelo risco de default de crédito que assumem. Só precisam de levar duas coisas consigo: um certo horizonte de investimento e resiliência a flutuações de preço.

A boa situação política e económica também se reflete nos mercados de ações. Desde o início de 2009, os índices nórdicos conseguiram uma outperformance significativa face ao Euro-Stoxx-600. O OMX-Copenhagen está no top com um aumento de valor nas ordem dos 270%. Oslo continua com 154% e Estocolmo com 130%. Nos últimos cinco anos, muitos fundos standard e de segunda linha também conseguiram atingir três dígitos elevados e aumentar em valor.

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