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Mercados emergentes e Europa deram o mote para os ETFs mais negociados em agosto


No mês em análise, o investimento em ETFs foi bastante diversificado nas suas preferências, comenta Rui Castro Pacheco, diretor adjunto do Banco Best. O profissional aponta, contudo, que existiu “alguma preponderância da Europa como destino de investimento", sendo no velho continente que se encontrou o "único ETF no TOP que prefere o investimento em obrigações deste top, especificamente em dívida governamental europeia de longa maturidade (15 a 30 anos) com o iShares € Govt Bond 15-30yr". No seio do investimento em índices bolsistas europeus, “a diversificação encontrada é interessante”. O diretor adjunto conta que no ranking estão “por um lado dois ETFs que seguem índices de países específicos como a Espanha, com o Amundi MSCI Spain, e a Alemanha, com o iShares Core DAX, e, por outro, dois ETFs que olham para a Europa como um todo ainda que escolham dois tipos de empresas distintas, o iShares EURO STOXX 50 procura as 50 maiores capitalizações e o iShares EURO STOXX Mid procura empresas de média capitalização”.

Para além da Europa, “as outras duas preferências regionais ou por país são pelos Estados Unidos, com o iShares S&P 500 na sua versão EUR Hedged, pelo Japão, com o iShares MSCI Japan também na sua versão EUR Hedged, e pelos Mercados Emergentes, com o iShares MSCI EM”. No restante top, prossegue, “estão ETFs que investem em grandes índices de ações, um ETF que segue um índice mundial, o iShares MSCI World”, no qual a equipa registou alguma “preferência pela sua versão EUR Hedge a qual retira algum risco cambial, nomeadamente numa fase de apreciação do EUR face a outras moedas”.  O top do mês da entidade fica completo com o PowerShares Buyback Achievers, “um ETF que investe especificamente em empresas dos EUA que nos últimos 12 meses tenham recomprado no mínimo 5% do seu capital”. A este nível salientam “que este tipo de empresas, que estão a recomprar ações próprias, colocam alguma pressão compradora sobre os seus títulos”.

Do lado do ActivoBank, Bruno Pinhão destaca a manutenção da preferência por ETFs com grau de alavancagem como factor preferencial, “sendo os que alavancam 3 vezes os que mais se destacam no top de preferências”. A preferência recai também em ETFs long, “que beneficiam com a subida do ativo subjacente, estando em linha com o bom momento dos mercados”. No mês de agosto o foco esteve na valorização dos mercados emergentes, refere o profissional, que explica que “entre as classes de ativos mais procuradas estão ainda o mercado chinês, tecnologias, energia e semi condutores, adotando muitas vezes uma estratégia intraday para a obtenção de valorizações”. Nota também para a entrada de “dois fundos sobre o Brasil para o top de preferências, depois de o FMI ter revisto em alta o crescimento económico brasileiro para este ano”.

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