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Mercado português agrega 48 mil milhões de euros em fundos de investimento


Publicado recentemente, o relatório “Ownership of Investment Funds in Europe” da EFAMA analisa com detalhe a distribuição de fundos na Europa com referência ao final de 2017. O relatório transparece, por exemplo, que no final de 2017, 32% dos fundos detidos por investidores europeus eram fundos domiciliados em outros países europeus que não o seu – cross-border. Isto compara com os 25% de fundos cross-border no final de 2008. “Este crescimento pode ser parcialmente atribuído a iniciativas como os quadros regulatórios MiFID, UCITS e AIFM, que providenciaram um conjunto de regras melhor definidas para a distribuição transfronteiriça de fundos de investimento", comenta no relatório Tanguy van de Werve, diretor geral da EFAMA. O detalhe é vasto e proporciona também informação extensa acerca do negócio em Portugal. 

Antes de mais, o relatório demonstra que os mercados do Reino Unido, Alemanha e França são os que lideram na Europa em termos de ativos financeiros totais, com referência ao final de 2017. Portugal, com 814 mil milhões de euros em ativos, surge imediatamente após a Polónia, e destacadamente diante de economias como a República Checa e a Grécia.

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Do total de ativos financeiros, e à semelhança de muitos outros países europeus, Portugal detém 48% alocados em depósitos e 34% em títulos de dívida. No ranking dos país que mais alocam a fundos de investimento, Portugal surge no 17º, mais uma vez a seguir à Polónia. A Finlândia, a Holanda e a Suécia lideram no ranking tos países com maior alocação a fundos de investimento.

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Famílias Portuguesas

As famílias portuguesas detêm fundos de investimento não só diretamente, mas também indiretamente, através de fundos de pensões – que, segundo a EFAMA, investem cada vez mais através de fundos de investimento. A alocação direta da carteira de ativos financeiros das famílias portuguesas mostra uma das mais reduzidas alocações a estes veículos de investimento (6%).  Já no que se refere a depósitos, Portugal posiciona-se no 10º lugar do ranking, com uma alocação de 62%.

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Considerando também a alocação indireta, Portugal surge novamente na segunda metade da tabela, entre alguns países do leste europeu.

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No entanto, não são só as famílias portuguesas que mostram uma fraca alocação a fundos de investimento. Os fundos de pensões e seguradoras nacionais alocam apenas 17% a estes veículos de investimento sendo os instrumentos de dívida os que mais pesam na alocação (70%). Isto contrasta com os 64% da Finlândia, mas supera o peso dos fundos em fundos de pensões espanhóis, por exemplo (12%). 

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Entre os restantes intermediários financeiros, Portugal posiciona-se um pouco acima da tabela, imediatamente após a Dinamarca e antes do Luxemburgo.

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Alocação a fundos de investimento

Os dados da EFAMA mostram que a Alemanha era o maior mercado para fundos de investimento na Europa em 2017, seguida pela França e pelo Reino Unido, com valores acima dos 1.5 biliões de euros. A vizinha Espanha posiciona-se no sétimo lugar, com 507 mil milhões de euros, e Portugal, no 15º lugar, com 48 mil milhões de euros.

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Expresso per capita, o montante em fundos de investimento em Portugal ganha uma maior distância face aos países europeus com maior penetração destes veículos. Se na Bélgica os AuM per capita chegam aos 18,5 mil euros, em Portugal, estes não passam dos 1.700 euros, em 2017.

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Fundos domésticos VS transfronteiriços

A média europeia da distribuição do investimento em fundos domésticos e estrangeiros situa-se nos 32% para estes últimos e 68% para os primeiros. Contudo, em Portugal o cenário mostra uma distribuição que pende mais para os fundos estrangeiros, em comparação com a média europeia. Estes agregavam, em 2017, 48% dos ativos. No entanto, o posicionamento das famílias portuguesas mostra uma tendência relevante para o investimento em fundos domésticos. Os fundos estrangeiros representam apenas 33%, o que implica que são os investidores institucionais que mais contribuem para o peso dos fundos estrangeiros no mercado português. No caso das seguradoras e fundos de pensões, estes investem 80% dos ativos alocados a fundos em produtos estrangeiros. Os restantes intermediários financeiros investem 75% nestes veículos transfronteiriços.

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