Mercado imobiliário: primeiro semestre termina com mínimos históricos nas prime yields em todos os sectores


O primeiro semestre de 2018 parece ter terminado em terreno positivo para o mercado imobiliário nacional. Segundo o relatório publicado pela Cushman & Wakefield, verificou-se um volume de investimento de 1,9 milhões de euros entre janeiro e junho deste ano, decorrentes do fecho de cerca de 30 operações. Este montante representa, portanto, um aumento de 56% face a igual período de 2017.

Tendo em conta este contexto, a entidade destaca que o mercado imobiliário nacional apresenta um dinamismo crescente desde 2014, demonstrado não só pelo “aumento da atividade de ocupação e de investimento”, mas também pela “forte valorização dos ativos imobiliários”, explica. Em termos sectoriais, em evidência está o sector residencial, cujo crescimento tem sido mais significativo, “embora os sectores de imobiliário comercial também estejam a registar uma evolução muito positiva”, revela a publicação.

A análise da entidade relativamente ao investimento realizado nos vários sectores aponta para um volume equivalente de capital entre os sectores de escritórios e retalho, cada um na ordem dos 37%. Não obstante, “o sector de retalho lidera largamente o volume de investimento, com 65% dos capitais alocados até à data ao imobiliário comercial”, refere.

Quanto à origem do investimento, o investimento estrangeiro surge com maior preponderância, representando 98% do capital investido. Em termos geográficos, 35% do total corresponde a investimento francês, seguindo-se o investimento espanhol, com 29%, e por investimento do Reino Unido, responsável por 20% do total.

Prime yields em mínimos históricos

Na mesma publicação, a entidade explica que “os valores de mercado revelam a elevada atratividade do imobiliário nacional, com todas as classes de ativos a registarem mínimos históricos nas prime yields”. Assim, para escritórios e comércio de rua as yields encontram-se entre os 4,50%, enquanto que para os centros comerciais estas se fixam entre os 4,75%. Já para os ativos logísticos, as prime yields encontram-se entre os 6,25%.  

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