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Menor volatilidade favorece retornos das obrigações


A redução da volatilidade dos indicadores de renda fixa em Julho reflectiu a melhoria da percepção de risco dos agentes. Desta forma, houve um realinhamento dos preços dos activos, ainda que tenha ficado abaixo do patamar de Maio e Junho, revela a ANBIMA.

A contribuir para este quadro mais estável esteveram: a indicação do governo de que a redução da compra de activos deverá ocorrer de forma gradual e o sinal dado pelo Banco Central, de que os juros seriam mantidos como principal instrumento de combate à inflação.

O IMA geral, que expressa a dívida pública marcada a mercado, registou um retorno positivo de 1,18%, após a variação negativa de 2,67% no primeiro semestre do ano. Apesar do IPCA acumulado (índice de preços ao consumidor amplo) em 12 meses ter caído de 6,70% para 6,27% entre Junho e Julho, o Comité Macroeconómico da ANBIMA prevê que no mês de Agosto o valor do índice de preços ao consumidor suba dos 0,03% de Julho para 0,15% em Agosto.

Estes resultados ocorrem num contexto em que as taxas de juros dos títulos alcançaram os níveis mais altos do ano. A NTN-B 2050 (Nota do Tesouro Nacional) chegou a atingir juros reais de 5,87% em mercado, valor apenas observado em Setembro de 2011.

Nos leilões primários de títulos públicos, a disposição dos agentes em assumir maior risco reflectiu-se. Os vencimentos da NTN-B 2030 e 2040, que não chegaram a ser colocados em alguns leilões de Junho voltaram a ser vendidos em16/7 com lotes de 226 e 159 mil títulos e taxas de 5,39% e 5,44%, respectivamente.

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