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Medidas protecionistas sufocaram uma vez mais os mercados acionistas no mês de março


Nuno Marques e António Dias, gestor e co-gestor da IM Gestão de AtivosRicardo Santos, gestor da GNB Gestão de Ativos e José António Montero da Santander Asset Management comentam sobre o comportamento dos mercados acionistas globais nas  fichas de produtos do mês de março, na categoria de fundos de ações europeias.

É possível ver pelas fichas de produtos de cada um, que todos os gestores concordam que o passado mês de março foi uma vez mais difícil para os mercados, tendo estado sob pressão pelas medidas protecionistas propostas pela administração norte-americana. Também o medo de o surgimento de uma guerra comercial com um impacto negativo no crescimento económico global é algo que persiste na mente dos gestores. Relativamente aos mercados europeus, Nuno Marques afirma que estes “apresentaram um dos desempenhos mais fortes, tendo o MSCI Europe registado uma desvalorização de 1,9%”, com destaque para os mercados do Reino Unido e do sul da zona euro. Em contrapartida, José António Montero afirma que os números de crescimento do PIB baixaram de 3,5% para 2,4%, "invertendo-se, assim, a tendência positiva dos fundamentais económicos."

Segundo Ricardo Santos aquilo que mais ajudou o fundo de ações europeias da GNB Gestão de Ativos, foi o comportamento das farmacêuticas em carteira, destacando a SHIRE, enquanto Nuno Marques, destaca o setor automóvel, nomeadamente a Brembro, como fator adjuvante. No entanto, José António Montero, contrapõe com os setores de tecnologia e petrolífero como sendo aquilo que mais ajudou o fundo da Santander AM.

Tanto Nuno Marques como Ricardo Santos afirmam com toda a certeza que o que mais prejudicou os respetivos fundos que gerem foram as “quedas excessivas do setor financeiro, sobretudo da AXA após anunciar uma aquisição nos EUA”. Nuno Marques acrescenta ainda o facto da Sodexo ter revisto em baixa as suas perspetivas operacionais e as utilities. Contudo, para o fundo da Santander AM, foi "diversificação e a seleção de empresas de menor dimensão cuja performance, devido aos seus fundamentais, acabaram por superar as principais empresas europeias de maior dimensão."

Por fim, no que diz respeito às perspetivas para o fundo, Nuno Marques e Ricardo Santos mostram uma opinião diferente, declarando o primeiro, que o fundo “mantém o seu posicionamento pró cíclico, espelhado na preferência pelos setores financeiros, relacionados com commodities, como materiais e energia. No entanto, Ricardo Santos afirma que o “ambiente económico suporta uma postura construtiva para o mercado acionista europeu, falando ainda da inexistência de pressões inflacionistas onde o BCE pode gerir melhor a saída do programa de estímulos monetários.”

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