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Março foi um mês mais conservador no que diz respeito aos fundos mais subscritos


No mês de março, os mercados continuaram de olhos postos nos Estados Unidos e na atuação de Donald Trump, que anunciou um pacote de medidas comerciais contra a China. Num contexto em que o ambiente geopolítico continua a dar que falar, o mês de março ficou marcado pelas quedas em alguns dos principais mercados acionistas.

Rui Olo, responsável na direção de marketing pelos produtos e investimentos do ActivoBank, destaca a queda do sector tecnológico verificada em março. Esta queda, segundo o profissional, foi vista “como uma boa oportunidade” por parte dos clientes da entidade, “que aproveitaram preços um pouco mais acessíveis, razão pela qual o fundo BGF World Technology FND E2 USD foi o mais subscrito em março”.

Num panorama mais global, as preferências dos clientes do ActivoBank recaíram sobre o high yield europeu, tendo em conta “as yields baixas e o potencial de valorização escasso apresentado pela dívida pública e corporate de melhor qualidade creditícia”, afirma Rui Olo. Para além desta classe de ativos, verificou-se também a procura por ações alemãs e chinesas.

Dois fundos de obrigações e dois fundos mistos no top do Banco Best

Rui Castro Pacheco, diretor adjunto de investimentos do Banco Best, destaca a procura por produtos mais conservadores. De acordo com o profissional, do lado dos fundos de obrigações, os clientes optaram pelo PIMCO Income – “um fundo muito diversificado e flexível na sua capacidade de investir em qualquer segmento do mercado de obrigações” – e pelo NB Euro Bond – “um produto gerido em Portugal e com alguma alocação superior nos mercados de dívida chamados periféricos”.

Quanto aos fundos mistos, o destaque vai para a presença de “duas estratégias conservadoras, com grande atenção à preservação de capital, ambos com exposição a ações, embora a níveis reduzidos”, o Nordea Stable Return e o M&G Optimal Income.

À semelhança do que se verificou no ActivoBank, os clientes do Banco Best continuam a colocar os fundos que investem em tecnologia no topo das suas preferências. Rui Castro Pacheco refere que entre os mais subscritos desta classe de ativos esteve o Franklin Technology, “um fundo mais generalista”. Para além do fundo da gestora norte-americana, o Allianz Global Artificial Intelligence também marca presença, esta que é “uma estratégia mais focada em empresas que estão a desenvolver o tema da inteligência artificial”. O Pictet Robotics, um produto que “foca a sua carteira em empresas que estão a desenvolver soluções de robótica aplicadas quer à indústria quer a soluções mais individuais e domésticas”, manteve-se novamente no topo das preferências.

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