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Março de estabilização da volatilidade: que fundos estrangeiros sobressaíram nas plataformas?


Janeiro e fevereiro foram meses marcados pela volatilidade e, por isso, pode dizer-se que os fundos mais subscritos nas três plataformas nacionais que distribuem produtos internacionais, refletiram essa volatilidade. Em março a volatilidade estabilizou e o risco voltou a ser dominante no top concedido a Funds People pelos três "supermercados" de fundos.

João Graça, do ActivoBank, lembra à Funds People que “o mês de março fica desde logo marcado pelas novidades trazidas pelo BCE”, com o grande reforço do “programa de Quantative Easing que já se encontrava em vigor”. Enunciam-se entre as medidas mais importantes “a possibilidade de compra de obrigações empresariais (non-bank) e ainda o novos TLTRO que visam conceder crédito a taxas possivelmente negativas desde que se fomente a economia”. O profissional recorda também que a FED voltou “a mostrar alguma prudência na subida de taxas de juro”, uma vez que “a economia global tem tido um crescimento um pouco abaixo do esperado, mesmo tendo em consideração a solidez da economia americana”.

Isabel Soares, gestora de produto do BiG, reforça que em março foi o mês de estabilização da volatilidade, com “a generalidade dos índices a registar ganhos no período e a volatilidade a estabilizar em níveis inferiores aos verificados nos meses anteriores”. Segundo a profissional, “a preocupação dos investidores ao nível do balanceamento e diversificação dos riscos das suas carteiras continua, no entanto, a ser evidente, e tem reflexo ao nível das alocações escolhidas”. No campo das ações, o  principal destaque do período foi para o Fidelity European Dividend “que passou a encabeçar a lista de fundos mais procurados”. Isabel Soares explica que “a inclusão do fundo na última alocação Fund Advisor (justificada pela sua estratégia com enfoque em empresas pagadoras de dividendo que apresentem cash flows e balanços sólidos) potenciou inflows interessantes no produto”. A profissional destaca também, neste âmbito, “o Nordea 1 Global Stable Equity Funds – Euro Hedged (que constitui uma das novidades da tabela”. Um produto cujo principal objectivo “passa por  oferecer uma alternativa que permita ao investidor tirar partido das oportunidades de retorno de longo-prazo dos mercados accionistas mas com exposição limitada aos níveis de volatilidade que tradicionalmente caracterizam este tipo de produto”. Acrescenta que esta estratégia de selecção de títulos “favorece estabilidade de preços, resultados, dividendos e cash flows”.

No caso do Banco Best o mês também foi bastante dirigido para ações. Rui Castro Pacheco, head of asset management da entidade, salienta que no ranking apenas apareceu um fundo de obrigações, no caso o Dynamic Bond, gerido pela Jupiter. “Todos os restantes fundos são representantes de categorias de risco um pouco mais elevadas”, enfatiza. Refere que “o investimento diretamente em ações, eventualmente aproveitando algumas correções verificadas nos primeiros dois meses do ano, colocou 4 fundos no TOP”. Dois privilegiaram as ações Europeias - o Jupiter European Growth e UBS European Opportunities Unconstrained – enquanto que um fundo investiu “genericamente e de forma global” (Invesco Global Structured Equity). Existiu espaço ainda espaço para “um fundo setorial que investe em empresas do setor do Ouro e Metais Preciosos, gerido pela Franklin Templeton”.

No caso dos multiativos, o leque foi também “avastado” em ambas as plataformas. No caso do BiG, Isabel Soares relata que “os investidores parecem também continuar a privilegiar estratégias multi-activos (estes produtos têm sido core em muitas alocações e bastante importantes dum ponto de vista de gestão de risco e diversificação das carteiras)”. Aponta que os fundos Fidelity Global Multi Asset Income e o Nordea 1 Stable Return “continuam a registar inflows bastante interessantes”, enquanto que “o fundo JPMorgan Global Macro Opportunities (Misto Moderado) constitui a novidade do período neste segmento”.

Rui Castro Pacheco, por seu turno, aclara que “os fundos com gestão alternativa ou multi ativos que procuram ter um perfil de risco/retorno intermédio” foram tendência dominante. “Nesta categoria, encontramos algumas estratégias “repetentes” como o Nordea Stable Return, O MFS Global Total Return e os “gémeos” Global Macro e Global Macro Opportunities geridos pela JPMorgan”. A novidade é constituída pelo “fundo Nordea Stable Equity Long/Short que gere uma carteira de ações em que ajusta posições longas/compradoras com posições curtas/vendedoras para ter um fundo com baixa exposição direta aos índices de ações globais e tentando captar o diferencial de performance entre as suas apostas longas e curtas”.

No campo da dívida, no BiG – Banco de Investimento Global indicam poucas alterações face a outros períodos. “Neste domínio, continuam a destacar-se soluções abrangentes, com elevada flexibilidade e capazes de explorar oportunidades nos diferentes compartimentos do segmento”, sentencia Isabel Soares.

Do ActivoBank, João Graça pontualiza uma procura “de soluções que tenham alguma yield como High Yield ou Emerging Market Debt”. Em alternativa, fundos que tenham em si a possibilidade de efetuar uma gestão ativa da alocação de ativos e mesmo retorno absoluto

Fundos estrangeiros mais subscritos nas plataformas em março

 

ActivoBank

Best

BiG

1

Fidelity F European High Yield A

Nordea-1 Stable Return Fund E EUR

Fidelity Funds - European Dividend Fund

2

BNY Mellon Euroland Bond Fund A

Nordea-1 Stable Equity LongShort Fund H-EUR E EUR

PIMCO Global Investors Income Fund

3

SISF Global Bond B

JPMorgan Investment Funds – Global Macro Opportunities Fund D (acc) - EUR

Fidelity Global Multi Asset Income

4

Fidelity F European Smaller Companies E

Invesco Funds - Invesco Global Structured Equity Fund E

Nordea 1 Stable Return Fund

5

Goldman Sachs Growth Emerging M Debt

MFS® Meridian Funds - Global Total Return Fund Class A1 EUR Acc

Pioneer Fund Global Equity Target Income

6

UBS (LUX) BS Emerging Europe P Acc

JPMorgan Investment Funds - Global Macro Fund (USD) D (acc) - EUR Hedge

Invesco Funds - Euro Corporate Bond Fund

7

BNY Mellon Global Real Return A

The Jupiter Global Fund - Jupiter European Growth Class L EUR Acc

Schroder ISF Global Energy

8

Deutsche Inv I Euro Gov Bonds NC

The Jupiter Global Fund - Jupiter Dynamic Bond Class L EUR Q Inc

Invesco Euro Bond

9

JPM Inv F Global Conservative Balanced D

UBS (Lux) Equity SICAV - European Opportunity Unconstrained (EUR) P-acc

Nordea 1 Global Stable Equity Euro Hedged

10

Fidelity F European Dynamic Growth

Franklin Gold & Precious Metals Fund N(acc)EUR

JPMorgan Global Macro Opportunities

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