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Mais subscritos: segmento das ações volta a estar em destaque


Maio foi mais um mês marcado por eventos políticos. Na Europa, a falta de acordo relativamente ao Brexit levou à demissão de Theresa May e as eleições europeias revelaram uma ascensão do populismo. Já do outro lado do oceano o aumento das tarifas a alguns produtos chineses e as restrições impostas à Huawei por parte de Donald Trump voltaram a causar alvoroço. Para Bruno Pinhão, gestor de produto​, do ActivoBank, este “sentimento agravou-se no final do mês quando Trump anunciou a aplicação de tarifas alfandegárias ao México”.

Durante o mês de maio, os clientes do ActivoBank mantiveram a sua clara preferência pelos fundos de ações com sete fundos a figurar neste top. Quanto às preferências a nível sectorial voltou-se a verificar a escolha de veículos de investimento relacionados com o sector da tecnologia. Já a nível regional os investidores concentraram a sua procura na Europa.

Este mês há também dois fundos que investem em obrigações no top dos mais subscritos. Além da estratégia Income da PIMCO que já é uma habitué neste ranking, “o destaque vai para o fundo da Pictet que investe em dívida de governos em EUR, o Pictet EUR Government Bonds”. O profissional justifica esta procura como um “refúgio e proteção para o momento de maior volatilidade nos mercados acionistas e até na dívida de empresas”, menciona Rui Castro Pacheco, do Banco Best.

Já no que diz respeito às opções dos clientes do ActivoBank, estas “foram diversificadas e recaíram sobre fundos expostos a tecnologia e aos EUA”, revela Bruno Pinhão. No entanto, as ações mantêm a preponderância este mês no top de mais subscritos.

O especialista revela que “o sector tecnológico foi o mais penalizado em maio, e os investidores viram nesta correção do setor, um bom momento de entrada, reafirmando a sua convicção na valorização do setor. Com a turbulência do mercado acionista, sem surpresa encontramos fundos obrigacionistas e de cariz mais conservador entre os mais subscritos”.

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