Mais subscritos: investidores apostam na tecnologia


Julho foi um mês rico em eventos nos mercados financeiros. Bruno Pinhão, gestor de Produto – Investimentos do ActivoBank, destaca como alguns dos eventos mais importantes a descida das taxas de juro em 25 pontos base por parte da Fed, a nova ronda negocial na Guerra Comercial, o facto da earnings season norte-americana der dado suporte às bolsas do outro lado do Atlântico e facto do BCE ter mantido inalteradas as taxas de juro diretoras, dando a entender ao mercado que uma descida estaria próxima.

Com o cenário positivo que se viveu nos mercados em julho, Bruno Pinhão refere que os clientes do ActivoBank “optaram por tirar partido do mesmo por via de fundos de ações, que sem surpresa, dominam por completo as preferências”. O mês de julho trouxe novos máximos para os índices acionistas de referência norte-americanos sendo esta uma das geografias que mais se destacou entre as preferências dos investidores.

Quanto à postura mais dovish adotada pelo Bancos Centrais e, particularmente, pela FED na definição do dólar, o profissional revela que os clientes do ActivoBank viram isto como “uma boa oportunidade para tomar posição em fundos de mercados emergentes, dado que um dólar mais fraco beneficia estas geografias”.

Quanto aos temas, o da tecnologia voltou a marcar presença entre as preferências dos investidores com dois a surgir no top. Além disso, o profissional destaca “a presença de dois fundos globais que tiram proveito das tendências de consumo e de estilo de vida, temas que marcam pela primeira vez presença nas preferências dos investidores”.

Banco Carregosa

Quanto aos clientes do Banco Carregosa, Tiago Gaspar, responsável pela Análise e Seleção de Fundos, destaca que em termos genéricos de subscrições o mês de julho foi o mês mais forte do ano em termos de subscrições.

No que diz respeito às classes de ativos, o profissional reconhece que se observa uma predileção por fundos de obrigações vs. ações. “A preferência nos fundos de obrigações foi por mandatos mais arriscados: unconstrained¸ high yield, revela. No entanto, a principal escolha dos investidores do Banco Carregosa recaiu sobre a estratégia Income gerida pela PIMCO, um fundo de obrigações que conta com Selo Funds People pela sua tripla classificação de Favorito dos Analistas, Blockbuster e Consistente.

Banco Best

No que concerne os clientes do Banco Best, no mês de julho, verificou-se, uma vez mais, a preferência pelos fundos de ações que surgem sete vezes no top 10. Na Europa, a escolha incidiu sobre as “ações de empresas com valor (“value”), com o fundo MFS European Value”, revela Rui Castro Pacheco. Já no investimento por geografias houve uma aposta nas empresas brasileiras em empresas multinacionais que mantenham uma elevada distribuição de rendimentos.

Em julho, também no Banco Best voltou a ser registada uma procura pelo PIMCO Income, um produto que Rui Castro Pacheco considera um “todo o terreno”. Este mês surgiu também no top o M&G Emerging Markets Bond, um fundo que investe exclusivamente em dívida de mercados emergentes” e que o profissional considera que deveu ao facto dos clientes a “procurarem dívida que apresente uma yield mais atrativa que a dos mercados desenvolvidos”.

Na classe dos multiativos, a eficiente gestão das boutiques Acatis e Gané voltou a valer-lhe um lugar entre os fundos mais subscritos com a estratégia Value Event.

Quanto aos sectores destacam-se o da saúde e da água com os fundos BlackRock World Healthscience e Pictet Water, respetivamente. Já o tema da tecnologia teve menos expressão este mês, mas “mantiveram-se as apostas nos EUA com o JPMorgan US Technology e de forma mais geral no BlackRock World Technology”, revela o profissional.

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