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Lucros do Santander Totta crescem 16,7% para os 229 milhões de euros no primeiro semestre do ano


O Banco Santander Totta apresentou esta terça feira os resultados referentes ao primeiro semestre de 2017. Segundo dados da instituição financeira, no período em análise foram arrecadados 228,9 milhões de euros líquidos, o que corresponde a uma subida de 17,6% em relação ao período homólogo. De acordo com António Vieira Monteiro, presidente executivo do Santander Totta, esse valor deveu-se “fundamentalmente ao crescimento sustentado da atividade comercial, a uma diminuição de 9% nos custos totais, e à evolução do crédito vencido e das imparidades”.

Verificou-se, ainda, um crescimento de 19,8% em fundos de investimento, para 1.664 milhões de euros, “em cumprimento de uma estratégia de diversificação das aplicações na atual conjuntura de taxas de juro quase nulas”, segundo o comunicado. Já a rubrica de ‘Seguros e outros recursos’ cresceu 4,5% para os 2.996 milhões de euros, cimentando o crescimento do total de recursos fora de balanço em 4,5% para 4.659 milhões de euros. Relativamente aos depósitos, foram totalizados 27,6 mil milhões de euros, uma subida de 0,6% em relação a junho do ano passado e 1,0% face a março de 2016.

A contribuir para a melhoria dos resultados estiveram as comissões líquidas, que registaram um crescimento de 5% no primeiro semestre, fixando-se nos 166,5 milhões de euros. Verificou-se, por outro lado, uma quebra de 39% nos resultados das operações financeiras. Algo que foi justificado pelo administrador com o pelouro financeiro, Manuel Preto, pelo “reajustamento da carteira de dívida pública”.

Compra do Banco Popular

Depois da compra do Banco Popular, o presidente executivo do Santander Totta afirma que ainda não está a decorrer em Portugal o processo de integração da entidade comprada. A justificação está nas autorizações que estão a ser aguardadas. Após a chegada destas autorizações, a administração garante que essa integração vai ser realizada. “Qualquer operação que venha a ser realizada depende de uma série de autorizações. A primeira é da Direção Geral da Concorrência. Estamos a aguardar que chegue essa autorização. Depois, o processo terá de ser autorizado pelo BCE mediante parecer favorável do Banco de Portugal”, disse António Vieira Monteiro.

Quanto a necessidades de capital devido à integração do Popular, o Santander refere que "tem capital suficiente", ou seja, não precisa de fazer um aumento de capital.

 

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