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“'Loans' são alternativa com retorno possivelmente superior ao das obrigações de taxa fixa e 'high yield'”


O ano de 2012 foi um ano muito bom para o mercado de crédito em geral”, no entanto com as taxas de juro em níveis reduzidos, a par do estreitamento de 'spreads' torna-se cada vez mais desafiante encontrar activos que ofereçam um retorno interessante. “2013 é, também, por isso um ano de transição”, de aplicabilidade de estratégias específicas e, nesse sentido, uma tentativa de encontrar equilíbrio para binómico risco/retorno da forma mais eficiente possível.

A estratégia apresentada investe em activos denominados de 'loans' cujas características se assemelham às obrigações 'high yield' mas com três diferenças muito importantes: “os investimento são a uma taxa de juro variável (indexada à Libor a três meses mais o 'spread'), da qual resulta uma duração bastante curta (aproximadamente três meses), são activos prioritárias de recuperação em caso de 'default' do emitente, uma vez que ocupam uma posição sénior no estrutura de capital da empresa e são activos mais seguros, porque são cobertos pelos activos mais líquidos do balanço, o que se traduz num nível superior de recuperação do investimento em cas de default, comparando com high yield”, segundo o responsável do ING IM. Esta estratégia trata-se, não só de uma alternativa que oferecerá melhor rendibilidades que os instrumentos a taxa fixa, como também de uma oportunidade com um retorno potencial superior ao das obrigações 'high yield'.

O fundo apresentado, ING (L) Flex Senior Loans, tem cerca de 3,5 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros) sob gestão, sendo que a equipa, no seu global, gere cerca de 13 mil milhões de dólares (9,6 mil milhões de euros). A classe 'euro hedged' apresentou uma 'performance' superior à do seu 'benchmark', o S&P B/BB Leveraged Loan Index sendo que, desde o lançamento, o fundo obteve uma rendibilidade anualizada de 4,51%, face à de 2,58% do índice de referência. No ano passado, 2012, teve uma rendibilidade de 9,86%.

Segundo Jeff Bakalar, o processo de investimento estrutura-se em diferentes fases e em constante monitorização, apesar de ter um foco central na análise de crédito baseada em fundamentais, numa avaliação relativa do valor e nos altos níveis de diversificação pretendidos. “Investimos apenas em 'senior loans' 'non-investment grade', concentrando a nossa atenção no segmento mais líquido, que oferece 'yields' e prémios de risco atractivos. Estes activos são menos sensíveis ao risco taxa de juro, o que “quanto a nós é importante dado o 'outlook' para as taxas de juro que, por estarem em níveis reduzidos, têm tendência natural de subida”. Esta opção relaciona-se com o objectivo desta estratégia em “gerar um retorno a longo prazo superior e devidamente ajustado ao risco” relativamente ao investimento em outros títulos disponíveis no mercado de crédito, explica o responsável pela equipa de 'senior loans' no ING IM.

A diversificação da carteira é muito importante, sendo que em cada sector tem uma exposição, em média, de cerca de 3%. São contemplados 35 sectores e cerca de 300 empresas. A taxa de rendimento da carteira, medida em termos de “discounted yield to 3-year call” era 5,80%, a final de 2012. Na mesma data, os sectores com maior exposição eram o de equipamentos para negócios e serviços (9,4%) e o da saúde (com igual peso no fundo). Quanto a classes de 'rating', mais de metade dos activos apresentam notação B1 (31%) e Ba3 (27%), segundo informação da gestora. .

Jeff Bakalar tem 26 anos de experiência nesta indústria, estando no ING IM há 14. Desde 2000, coordena e desenvolve, em conjunto com Dan Norman, a estratégia de 'senior loans' que, tem actualmente cerca de 35 profissionais a ela dedicados.

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