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Lisboa converte-se no centro operacional de excelência a nível internacional


Fabrice Segui, responsável pelo BNP Paribas Securities Services, em Portugal, falou à Funds People Portugal do porquê da escolha de Portugal para concentração e desenvolvimento de um conjunto de serviços e operações associados à banca de investimento e gestão de activos.

"Portugal surge na geografia de localizações do BNP Paribas com muito mais importância nos últimos anos, sendo o backoffice europeu e eventualmente, no futuro, de mercados como o Brasil”.

A criação da denominada 'dual-office' relacionou-se com a necessidade de dar continuidade ao normal funcionamento de um centro de operações relacionadas com a custódia de títulos numa situação de emergência. “Esta percepção nasceu a partir de acontecimentos como o 11 de Setembro nos Estados Unidos, os ataques de Londres, Istambul ou Madrid, catástrofes naturais que, de alguma forma, paralizavam o normal funcionamento das instituições e, nomeadamente, do BNP Paribas Securities Services”, explicou Fabrice Segui. Por outro lado, este desenvolvimento permitiu ganhar quota de mercado, sendo que, actualmente, o BNP Paribas detém 40% de quota de mercado como 'clearer' em Portugal. As razões para a escolha de Portugal foram, por um lado, a proximidade à casa mãe, Paris, e a outros centros europeus, a localização estratégica e dentro da Zona Euro e no mercado Euronext, a estabilidade política, social e económica do país, as excelentes infraestruturas em termos de comunicações, a estável presença do grupo no país, uma afinidade pre-existente com os clientes, uma boa qualidade de recursos humanos e uma estrutura de custos aceitável para o pretendido.

Neste sentido, “o BNP Paribas Securities Services evoluiu de uma presença meramente local em Portugal, para uma presença estratégica em que é o centro de operações internacional”, resume Fabrice Segui. Os diversos departamentos estão estruturados nas equipas presentes no país e, em coordenação, com as equipas do grupo presentes noutras geografias, existindo “uma enorme fluidez de informação e uma tentativa de formação global e interdisciplinar dos recursos humanos”.

Lisboa assegura os serviços de 'backoffice' ('clearing' e liquidações, operações com derivados, reconciliações, processamento de eventos, tratamento fiscal e pagamentos de rendimentos, custódia local e global, entre outros) de onze países (dez europeus mais Brasil), fazendo, assim, parte do 'top five' de prestadores deste tipo de serviços a nível mundial.

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