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La Financiere de L’Echiquier: “Vamos continuar a expandir o contacto com os investidores institucionais portugueses”


A La Financière de L’Echiquier (LFDE) é uma gestora de ativos francesa, fundada há mais de 25 anos por Didier Le Menestrel, o seu atual Chairman e CEO. Nascendo como uma casa especializada em ações small e mid-cap conhecida como uma ‘stock picker’ de referência, cresceu para se tornar num dos principais players em França, com quase nove mil milhões de ativos sob gestão e uma oferta de produto diversificada, que inclui ações europeias de todo o espectro de capitalização, ações internacionais, estratégias quantitativas e sistemáticas e obrigações convertíveis, entre outras.  

Recentemente a entidade anunciou uma associação estratégica com o grupo Primonial, com o objectivo de unir forças e criar uma gestora de ativos líder não só em França, mas também no resto da Europa, tanto entre clientes particulares como institucionais. O acordo assinado por ambas as entidades no passado dia 30 de novembro pressupõe a aquisição das atividades de gestão de ativos da Primonial AltaRocca Asset Management e Stamina Asset Management (ambas a operar sob a marca Primonial Investment Managers), enquanto a Primonial deterá uma posição de 40% na La Financière de L’Echiquier.

Neste sentido, depois de consolidar um crescimento orgânico com o crescimento via associação com a Primonial, o passo natural para a LFDE é dar a conhecer a sua marca e as suas valências nos mercados onde a sua presença é ainda residual. É neste contexto que Jean-François Bay, diretor de estratégia, desenvolvimento e internacional na entidade tirou algum tempo da sua ocupada agenda para falar à Funds People do projeto e da estratégia para Portugal e Espanha. “A La Financière de L’Echiquier tem uma cultura muito marcada pelo investimento de longo-prazo, de alta convicção e muito concentrado, com um enfoque nas empresas de pequena capitalização de mercado”, define assim a filosofia da entidade. “Todos os grandes desenvolvimentos que temos visto recentemente na gestão de ativos, desde os ETFs às fintech, fizeram-nos repensar a nossa missão como uma empresa gestora de ativos. No entanto, mantemos a nossa abordagem como investidores de longo-prazo. Investidores no capital das empresas, seja em ações, obrigações ou outros instrumentos da estrutura de capital. E fazêmo-lo de forma transparente e independente, sem conflitos de interesse”, comenta.

Um dos mais recentes projetos da entidade passou pela criação de um investment lab onde testam estratégias inovadoras de gestão e tentam perceber como estas impactam ou podem impactar a gestão das carteiras. “Este espírito de inovação afasta-nos das velhas formas de fazer as coisas. Continuamos sólidos nas nossas convicções, mas mantemos a mente aberta e tentamos integrar as inovações do mercado nos nossos processos”, explica Jean-François Bay. Também no investimento socialmente responsável a LFDE torna-se uma referência em França resultado do trabalho de mais de 10 anos da equipa liderada por Sonia Fasolo.

De olhos na Península Ibérica

A expansão do negócio para a Península Ibérica é, para o diretor, central na estratégia da entidade. “Queremos apostar nestes mercados. Vemos um apetite saudável pelos nossos fundos e as economias a aquecer dão algum impulso. É uma boa forma de investir os nossos recursos e estamos a apostar mais na comunicação e no marketing”, descreve.

A presença da entidade em Espanha leva já alguns anos, e Portugal é o grande objectivo do momento. Delegando essa responsabilidade em Mathias Blandin responsável pela Península Ibérica, Jean-François Bay aposta na mesma estratégia seguida em Espanha que tem mostrado os resultados pretendidos. “Em Espanha já somos conhecidos do tecido institucional e agora queremos ser conhecidos pelo investidor de retalho, o cliente final. Temos uma série de produtos registados, mas os nossos produtos bandeira são o Echiquier Value e Echiquier Agenor, no segmento de ações, e os Echiquier Arty e Echiquier Patrimoine, no segmento multiativos. Achamos que são os que melhor encaixam na procura. Em Portugal estamos uns passos atrás. Começámos e vamos continuar a expandir o contacto com os investidores institucionais. Depois passaremos ao segmento de retalho. Sabemos que enfrentamos muita competição mas apostaremos em apresentar os produtos certos nas alturas certas, para assegurar a nossa presença”, conclui.

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