Julho foi um mês para respirar fundo e preparar o resto de 2016


O primeiro mês do segundo semestre do ano trouxe uma ligeira acalmia aos mercados financeiros, depois de na primeira metade de 2016 a volatilidade ter dominado. João Graça, do ActivoBank, destaca a “incerteza política na Áustria, o golpe de estado falhado na Turquia e também os Processos de Défice Excessivo contra Portugal e Espanha que levantaram novamente o tema da austeridade”, como os temas que marcaram o mês. Acrescentou também o facto de no Japão ter sido um “período de consolidação do poder de Shinzo Abe e aumento do programa de estímulos”, enquanto que nos EUA a ““earning season” tem surpreendido pela positiva, enquanto os dados macroeconómicos têm surgido em linha com o esperado”.

Isabel Soares, gestora de produto do BiG, assinala que o mês passado ficou “marcado pela melhoria no sentimento dos investidores e pelos movimentos de valorização registados na generalidade dos índices accionistas (com especial enfoque para os europeus que tinham sido particularmente penalizados no período anterior)”. “A viragem do mês trouxe alguns sinais de recuperação”, sublinha a responsável da entidade.

A profissional do BiG refere, também, que “ o padrão observado distanciou-se da generalidade das tendências observadas até essa altura (os investidores realocaram as suas carteiras, reduzindo riscos e posicionando-se face ao cenário de elevada volatilidade). Tal como indicado, esta inversão ao nível dos padrões observados revelou-se meramente temporária”.

“Mar calmo”

Pedro Barros, da Direção de Investimentos do Banco Best, realça o facto do mês de julho ser um período com “menor volatilidade do que o mês anterior”, não trazendo “grandes alterações de tendência no TOP de subscrições de fundos. O top de subscrições continua a ser dominado pelos dois fundos mistos Nordea-1 Stable Return e MFS Meridian Funds - Global Total Return, uma tendência que já se verifica há algum tempo. E novamente 4 fundos de empresas ligadas ao Ouro e Metais Preciosos, marcam presença no TOP”.

As alterações nos fundos mais subscritos no Banco Best aconteceram apenas na segunda metade da tabela, “com a entrada do fundo de obrigações brasileiras UBS (Lux) Bond SICAV - Brazil, no seguimento da recuperação que o mercado de obrigações (e de ações) brasileiro tem vindo a registar desde o início do ano. Para além deste fundo da UBS, as novidades este mês são o fundo Jupiter Dynamic Bond, uma presença regular nos últimos anos no TOP de subscrições no BEST e o fundo Nordea-1 Global Stable Equity.”

Enquanto isso, João Graça refere que os investimentos realizados no ActivoBank "denotaram a procura por estratégias alternativas de investimento que em momentos especialmente complexos mostrassem um bom desempenho, casos dos fundos JPM Global Macro Opportunities e do Pioneer Absolute Return European Equity, além de outros fundos de investimento onde a exposição ao Reino Unido e à incerteza fossem menores”.

“Navegar à vista”

Isabel Soares refere que as ações europeias voltaram a destacar-se. “Depois das fortes desvalorizações registadas em sequência do Brexit, muitos investidores identificaram o segmento como um dos que encerrariam um maior potencial de subida para o período seguinte”. Nesta estratégia de investimento, foram os fundos Threadneedle Pan European Smaller Companies ou Jupiter European Growth que se destacaram na plataforma, no mês passado.

Do outro lado do mundo, no Japão, a profissional revela que continua a ser “interessante para muitos investidores”, destacando um dos fundos mais subscritos na entidade, no caso o Henderson Horizon Japanese Smaller Companies.“

A redução da volatilidade das carteiras continua a ser uma tema recorrente em cima da mesas dos investidores. Para isto, Isabel Soares destaca a “procura por soluções como Nordea 1 - Stable Return (fundo misto com grande enfoque ao nível do controlo de riscos da carteira) ou Nordea 1 – Stable Equity Unhedged (fundo de acções que se diferencia dos fundos mais direcionais pela sua estratégia de implementação de portfolio com enfoque em empresas capazes de gerar rendimentos sustentáveis ao longo dos períodos)”.

Fundos mais subscritos por cada entidade

Mais Subscritos Julho 2016

Fonte: Informações disponibilizada pelas plataformas nacionais.

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